Brasil é sede do Mundial de Futebol de Rua. E porque isso é muito mais que um evento esportivo

Durante os dias 1 e 12 de julho,portanto em paralelo à Copa do Mundo FIFA 2014, 300 jovens e adolescentes de todos os continentes chegam a São Paulo para participar do Mundial de Futebol de Rua. Em iniciativa organizada pelo Movimiento de Fútbol Callejero, rede latino-americana que envolve 12 países, o torneio pretende tratar de questões como violência, discriminação e exclusão social por meio da metodologia do Fútbol Callejero (em […] <div class="read-more"><a href="https://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/esporte-executivo/2014/04/25/brasil-e-sede-do-mundial-de-futebol-de-rua-e-porque-isso-e-muito-mais-que-um-evento-esportivo/" class="more-link">Leia mais</a></div>

Durante os dias 1 e 12 de julho,portanto em paralelo à Copa do Mundo FIFA 2014, 300 jovens e adolescentes de todos os continentes chegam a São Paulo para participar do Mundial de Futebol de Rua. Em iniciativa organizada pelo Movimiento de Fútbol Callejero, rede latino-americana que envolve 12 países, o torneio pretende tratar de questões como violência, discriminação e exclusão social por meio da metodologia do Fútbol Callejero (em português: Futebol de Rua). Serão 28 delegações de 24 países, que ficarão hospedadas em 06 CEUs (Centro de Educação Unificado), localizados em bairros da periferia paulistana.

O lançamento do evento ocorre neste sábado (26/abril) e as atividades começam a partir das 12h, na Rua Helvetia em frente à base do Programa De Braços Abertos – ação da Prefeitura que busca reduzir o consumo de crack na região – com uma roda de conversa entre os times das organizações que atuarão como polos de difusão e implementação da metodologia do Futebol de Rua no Brasil.

logo Mundial. jpegSão seis polos envolvidos: Capão Cidadão, Cedeca Sapopemba, Projeto Meninos e Meninas de Rua (São Bernardo), Movimento Nacional da População Moradora de Rua, Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e UNAS Heliópolis (União de Núcleos, Associações e Sociedade de Moradores de Heliopolis e São João Clímaco). Além dos jogos entre os polos, encontro também vai contar com o cortejo do Bloco de Carnaval EURECA – Eu Reconheço o Estatuto da Criança e do Adolescente – que em 2014 desfilou com o tema “Copa do Mundo: uma goleada de violações” –, intervenções artísticas como graffiti, sarau-narração dos jogos e exibição de filmes. Para Cerimônia de Abertura, já está confirmada a presença da vice-prefeita Nádia Campeão.

Para o coordenador de cultura da Ação Educativa, Antonio Eleílson Leite, lançar o Mundial de Futebol de Rua nesta região que ficou conhecida como Cracolândia tem um valor simbólico expressivo. “Queremos aproximar nossa proposta de futebol de rua das populações mais excluídas, já que a força dessa prática esportiva é a inclusão social e a mediação de conflitos. Estar na Cracolândia é uma declaração em alto e bom som do lugar que queremos ocupar, chamando a atenção para as desigualdades e injustiças, apontando para uma estratégia de conscientização. Estar na rua e nela jogar bola será a expressão maior do sentimento de acolhida que o futebol callejero promove pelo Mundo”, ressalta.

Metodologia de inclusão

O Futebol de Rua é jogado com equipes mistas de homens e mulheres. As regras são definidas coletivamente entre as duas equipes e ganha a partida quem mais respeitá-las. Não há juízes e sim mediadores que atuam para facilitar os processos e não para definí-los. As regras são organizadas a partir de eixos como cooperação, solidariedade e participação. Desta forma, um gol feito coletivamente, pode valer mais que um gol de um/a único/a atleta.

Jogado assim, o futebol torna-se uma poderosa ferramenta para mediação de conflitos, formação de lideranças, desenvolvimento de grupos, coletivos e organizações de base comunitária.

Uma partida normalmente se organiza em três tempos.No primeiro, é formada a roda onde são estabelecidas as regras do jogo, divisão de equipes, sistema de pontuação, valores e acordos iniciais. No segundo, acontece o jogo em si. E no terceiro, as duas equipes avaliam se os acordos iniciais foram cumpridos. É nesse momento que todos

têm a oportunidade de falar como se sentiram durante o jogo, se existiu respeito, solidariedade, cooperação e tolerância, e se todos agiram de forma a promover um ´jogo limpo´.

Todas as informações são anotadas em uma planilha, na qual são registrados os gols da partida e a nota atribuída pelos participantes aos valores praticados durante o jogo. É a partir dela que se decide o vencedor da partida. De acordo com a metodologia, todos participantes são responsáveis por cumprir o que estabeleceram, gerenciando possíveis conflitos e praticando valores como respeito, solidariedade, tolerância e cooperação. Mais informações no site www.mundialfutebolderua.org.

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