BMG busca consolidação através de patrocínio no futebol

Banco mineiro estampa as camisas de Corinthians, Atlético-MG e Vasco

O BMG anunciou no início deste ano os acordos com Corinthians, Atlético-MG e Vasco para ocupar a posição de patrocinador máster dos clubes. O banco já é conhecido pelo investimento na divulgação da marca através do esporte, porém, desta vez inovou e seguiu um modelo diferente. Ao invés de apenas remunerar o clube pela visibilidade ao divulgar a marca no uniforme, o BMG usará a remuneração variável, isto é, investirá acreditando no poder das torcidas dos clubes.

Com os acordos, foram criados os “bancos” próprios para os torcedores dos clubes, sendo eles: Meu Galo BMG, para os atleticanos, Meu Timão BMG, para os corintianos, e Meu Vasco BMG, para os vascaínos. Sem custo de adesão ou de abertura de contas, os torcedores podem acessar o banco do seu time através de um aplicativo próprio. Através dele, poderá efetuara a transação desejada, como o pagamento de contas de consumo. Com isso, o BMG irá remunerar o clube com um porcentual de cada transação.

Danyel Braga, diretor de negócios da Golden Goal, explica, através da parceria entre o banco e o clube paulista, como funciona o acordo: “O objetivo no caso da relação Corinthians e BMG é claro, pensar o patrocínio além da visibilidade de marca e avançar para um modelo de parceria, com resultados diretos em vendas para o patrocinador, além de um benefício palpável para o clube e torcedor. O formato de parcerias assim tem um potencial vencedor, mas os processos e métricas para mensuração de resultados de vendas precisam ser claros e objetivos para garantir transparência dos resultados alcançados e obviamente aplicar os bônus de desempenho de vendas que o clube teria direito”.

A iniciativa estimula um “ganha-ganha” para as partes. Mas mostra uma marca que continua acreditando no poder do esporte, e principalmente do futebol, para alcançar novos clientes. A responsabilidade, na teoria, está com os fãs de cada clube. Agora vem uma etapa importante e que tem sido desafiadora aos clubes nos últimos anos: saber conversar com os torcedores. Não é marketing, mas Comunicação. Esse ajuste fino falta no Brasil. Ainda é, sabemos, ausência de profissionalização dos clubes. Não necessariamente destes citados, mas do Futebol brasileiro de uma forma geral. Hora de, assim como este modelo de patrocínio, se reinventarem.