2016, um ano necessário

Nunca antes na história deste país um ano foi tão massacrado pela opinião pública como 2016. Basta abrir um jornal, uma revista ou qualquer rede social para verificar o massacre. Até no instagram, uma rede de fotografias, estão achando maneiras de ridicularizá-lo. Quanta injustiça… 2016 não tem culpa de nada, gente. É como errar o caminho na estrada e ao se perceber que esta longe do destino ficar irritado que o próximo retorno esta longe. O problema aconteceu lá atrás ao errar o caminho! O retorno não é problema, é solução.

Não tenho dúvidas que 2016 é um retorno. Meio improvisado, no meio da pista, cheio de buracos, mas mesmo assim, é retorno. E por isso deve ser louvado e não amaldiçoado. Afinal, o caminho errado foi tomado lá atrás nos meados do governo Lula quando o pragmatismo político e a responsabilidade institucional que balizaram os primeiros anos de seu governo foram trocados pelo projeto de poder cego e populista da frente de esquerda que liderava. Alguns dirão que tudo começou muito antes disso, durante o foro de São Paulo. Outros viajarão mais ainda no túnel do tempo. Eu gosto de me ater a fatos. Lula começou bem e terminou mal. Dilma começou mal… e não terminou. Ponto.

Começamos 2016 com uma inflação altíssima. Um (de)crescimento econômico pífio. Uma trajetória explosiva nas contas públicas. E um governo sem moral alguma com os poderes legislativo, judiciário e até com ele mesmo, o executivo! E com uma base de apoio popular de apenas um digito. Tudo isso alimentado pelas infindáveis etapas da maior operação de combate a corrupção que já houve no país. A tempestade perfeita.

De repente percebemos que estávamos longe, muito longe de onde queríamos chegar. Todos nós, pobres e ricos, sulistas e nordestinos, brancos e negros, empresários e empregados. E saímos, desesperados, em busca do retorno mais próximo. Fizemos um monte de besteira, é verdade. Desde o atrapalhado processo de impeachment até a sofrível composição do novo governo a impressão que se tem é que não acertamos uma. Mas acertamos sim. Começamos a mudança! E se é certo que nem toda mudança leva a um lugar melhor, para se chegar a um lugar melhor é preciso mudar.

2016 será lembrado como o primeiro ano de uma geração de políticos melhores, apesar de estarmos começando essa nova geração com o que há de pior por aí. Terá sido o primeiro ano da retomada econômica, apesar do resultado pífio que ainda será divulgado. Ficará marcado como o primeiro ano das reformas estruturais que o país sempre precisou encarar, e finalmente teve a coragem de começar. Será o ano do retorno. Não no sentido de voltar ao que já se teve. Mas no sentido de retomar o caminho do crescimento econômico e institucional. Não há mudança que não seja sofrida. 2016 foi só sofrimento. Mas foi também mudança, e isso é que importa. Viva ele!

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