Xiaomi começará a vender no Brasil neste semestre

Brasil será o primeiro mercado da Xiaomi na América Latina; recentemente, empresa entrou nos EUA, mas vendendo apenas acessórios

A chinesa Xiaomi vai começar a vender seus smartphones e acessórios no Brasil neste primeiro semestre. A fabricação será local, mas o parceiro não é revelado.

A venda será feita toda pela Internet, através de site próprio, para reduzir os gastos e baratear o preço, seguindo o mesmo modelo que adotou na China, onde no quarto trimestre de 2014 foi a vice-líder em vendas de smartphones, atrás apenas da Apple.

O Brasil será o primeiro mercado da Xiaomi na América Latina. Recentemente a empresa entrou nos EUA, mas vendendo apenas acessórios.

Além de economizar com distribuição, a Xiaomi não investe em marketing, apostando no boca a boca entre os consumidores pelas redes sociais. É outra forma de melhorar a sua margem de lucro e de alcançar um preço mais baixo na ponta.

A loja de aplicativos própria mantida pela Xiaomi na China não será expandida para o Brasil ou qualquer outro mercado.

A única razão para a existência dessa loja na China é o fato de a Google Play não estar presente lá, por uma decisão do governo chinês.

Desenvolvimento colaborativo em larga escala

A Xiaomi conta com a participação ativa de sua comunidade de usuários na elaboração de seus produtos e de sua versão de Android.

Cerca de 10% dos seus usuários participam de um programa de testes beta e têm acesso a uma atualização de software por semana, sempre às sextas-feiras.

Eles passam o fim de semana testando e mandam seu feedback. Os engenheiros analisam e fazem ajustes de segunda à quarta-feira.

Na quinta é feito um teste interno e na sexta o processo recomeça, com uma nova atualização para os testadores beta. Até hoje, 230 atualizações foram disponibilizadas para esse grupo.

É a própria comunidade de testadores que decide quando uma funcionalidade nova está madura o suficiente para se tornar disponível comercialmente para o resto da base.

Em suma: é um processo colaborativo de desenvolvimento de software em larga escala, com a participação de milhões de pessoas.

Outro diferencial da fabricante em relação aos seus concorrentes é o longo ciclo de vida de seus produtos, que costuma durar um ano ou mais.

Houve até mesmo o caso de um modelo que ficou 26 meses à venda e só parou de ser fabricado porque não havia mais oferta de componentes para ele.