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Rede social | 27/01/2012 13:32

Twitter vai censurar conteúdo de usuários em certos países

Novas restrições da rede de microblogs renovam questões de liberdade de expressão na internet

Gerry Shih, da
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Cameron Spencer/Getty Images

Australiano acessa o Twitter através da internet móvel de seu iPhone

Censura representa um desvio da posição que a companhia assumiu um ano atrás, quando manifestantes oposicionistas na Tunísia, Egito e outros países árabes usaram a rede social

São Francisco - O Twitter vai começar a restringir mensagens de usuários em determinados países, renovando questões sobre a forma pela qual a plataforma social pretende lidar com as questões de liberdade de expressão à medida que expande rapidamente seu alcance mundial.

Até agora, o Twitter precisava remover uma mensagem de sua rede mundial, caso recebesse solicitação nesse sentido de um governo. Mas a empresa informou em seu blog na quinta-feira que agora pode bloquear seletivamente um texto para os usuários de um determinado país.

"A partir de hoje, nos damos a capacidade de reter conteúdo reativamente para usuários de um país específico, mas mantê-lo disponível para o restante do mundo", informou o Twitter em seu blog, na quinta-feira.

O Twitter ofereceu como exemplo das restrições com as quais poderia cooperar o "conteúdo pró-nazista" na Alemanha e França, que censuram esse tipo de mensagem.

A companhia afirmou que mesmo com a possibilidade de restrições como essa, não seria possível coexistir com determinados países. "Alguns deles diferem tanto de nossas ideias que não poderemos existir lá", informou o Twitter.

"À medida que continuamos a crescer internacionalmente, ingressaremos em países que têm ideias diferentes quanto aos contornos da livre expressão", o Twitter afirmou.

No interesse da transparência, o Twitter criou um mecanismo que informará aos usuários caso uma mensagem seja bloqueada. Um porta-voz do Twitter se recusou a oferecer detalhes adicionais.

O reconhecimento pelo Twitter de que censurará conteúdo representa desvio radical ante a posição que a companhia assumiu um ano atrás, quando manifestantes oposicionistas na Tunísia, Egito e outros países árabes usaram a rede social para coordenar manifestações de massa e, com isso, deram destaque mundial ao potencial da ferramenta para causar perturbações.

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