PlayKids quer que você crie a próxima “Galinha Pintadinha”

A empresa pretende lançar 20 projetos neste ano e ter mais de 100 provedores de conteúdo nos próximos dois anos

São Paulo – A PlayKids quer ajudar produtores independentes a lançarem seus livros e séries infantis para além das fronteiras brasileiras – a exemplo do programa bem-sucedido Galinha Pintadinha. Para isso, a empresa criou uma plataforma que dá a oportunidade para que esses criadores coloquem seus projetos no aplicativo da companhia.

No espaço, localizado no site da companhia, poderão ser cadastrados projetos que tenham conteúdo com cunho educativo e voltado para crianças de zero a oito anos. É possível enviar propostas que vão desde histórias de quadrinhos, livros e audiobooks até animação em vídeo. Não existe prazo para o envio do conteúdo.

Todas as propostas serão avaliadas pelo próprio time de conteúdo do aplicativo. Eles levarão em conta seis pilares usados pela empresa para organizar as produções: convivência, jogos e imaginação, participação, exploração, expressão e autoconhecimento.

Os produtores selecionados irão receber um percentual da receita do aplicativo. Segundo a empresa, o dinheiro é dividido com base na audiência do conteúdo. Assim, quanto maior foi a quantidade de visualizações que o conteúdo tiver, mais receita o provedor irá receber.

Além disso, os projetos poderão ser coproduzidos pela PlayKids. Isso significa que eles poderão aparecer nos 100 países em que a plataforma está presente. Recentemente, a PlayKids fez uma coprodução para relançar o clássico programa global dos anos 1990 TV Colosso, sob o nome de Turma da Priscila – exibido, por enquanto, apenas no Brasil.

Em entrevista a EXAME.com, o diretor de expansão global da PlayKids, Eduardo Henrique, disse que esse é apenas o primeiro passo da empresa em seu projeto de ampliação da marca. “Nós estamos criando uma incubadora de produção de conteúdo.”

A companhia, que já tem mais de seis milhões de usuários ativos no app em todo mundo, espera lançar 20 projetos neste ano e ter mais de 100 provedores de conteúdo nos próximos dois anos.

Para Henrique, a proposta é ousada, porém a companhia está preparada para a nova empreitada. “Nós temos uma audiência global, então já temos o público que vai pagar por isso. Além disso, entendemos o que funciona no país A, no país B e no país C.”

Segundo o diretor, a empresa também pretende abrir o espaço para produtores de outros países. No entanto, o foco agora é na produção brasileira. “Nós queremos que os brasileiros pensem de uma maneira mais global e vão para o mundo.”