Pesquisa diz que 67% dos consumidores assistem a filmes online

Pesquisa da CVA Solutions foi realizada com mais de 4 mil pessoas de todas as classes sociais e regiões do País

De acordo com a pesquisa da CVA Solutions divulgada nesta quarta-feira, 5, mais de dois terços dos consumidores brasileiros assistem a filmes online: 67,3% dos entrevistados declararam usar a banda larga para esse fim.

Na divisão por serviço, 36,2% utilizam Netflix, 24,5% o YouTube (a pesquisa não discriminou se por filmes pagos e legalmente oferecidos na plataforma ou cópias ilegais).

No entanto, a grande maioria dos entrevistados – 85,1% – disse que assiste a esse tipo de conteúdo em canais de TV por assinatura.

A pesquisa foi realizada com um universo de mais de 4 mil pessoas de todas as classes sociais e regiões do País. Todos os entrevistados tinham telefone celular.

Dentre os entrevistados que possuem TV por assinatura, 6,3% dizem que pretendem trocar o serviço por alguma alternativa over-the-top como a Netflix nos próximos seis meses, enquanto 3,4% alegam que cortarão para assistir apenas à TV aberta. Além disso, o número de pessoas com smart TVs aumentou de 27,8% em 2016 para 35% neste ano, segundo os dados da pesquisa.

Ampliando o escopo para os entrevistados da pesquisa anterior sobre serviços móveis (totalizando 7.004 pessoas), a CVA diz que 4.649 tinham TV por assinatura e 2.270 tinham Netflix. Por outro lado, 576 afirmaram ter apenas Netflix e nenhum serviço de TV paga.

E nesse universo de assinantes da OTT, 48% declararam ter cancelado recentemente a TV para ficar apenas com o streaming, enquanto 52% sequer foram usuários de TV paga.

Banda larga

Segundo a CVA Solutions, os consumidores classificaram a banda larga com nota 6,84, contra 6,20 no ano passado, ficando então na 43ª posição do ranking de serviços.

A TV por assinatura ficou em 39º (nota 7,17, contra 6,45 em 2016); e telefonia fixa ficou na penúltima posição (44º), com nota 6,69. A pesquisa informa ainda que quem utiliza a Netflix dá nota 8,55 ao serviço (nota máxima é 10).

A velocidade média da banda larga é de 13,2 Mbps entre os entrevistados, ainda de acordo com o estudo. Mais da metade das conexões tem entre 5 e 25 Mbps. E a média de gastos com o serviço caiu R$ 5, ficando em R$ 115 em 2017.

Marcas

Segundo a pesquisa, o nível de “recomendação líquida” (promotores menos detratores) das empresas de banda larga mostrou a Live TIM com 46,3%. Já 66,9% dos consumidores avaliados alegaram que pretendem migrar de operadora, contra 74,5% no ano passado.

Já o custo-benefício percebido por clientes sobre a banda larga teve a Live TIM com nota mais alta: 1,17. Em termos de força da marca (atração menos rejeição de clientes e não clientes), a Net obteve 21,1%. O levantamento registrou 616 entrevistados que citou provedores regionais como Via Rádio, Master Net, Cabo Telecom. Foram ouvidos 4.374 pessoas.

Em TV por assinatura, foram 4.639 pessoas ouvidas, que citaram Algar, Claro TV, Net, Oi, Sky e Vivo TV. A média mensal de gasto do assinante subiu de R$ 139 para R$ 145 entre os entrevistados. Em termos de recomendação líquida, a Sky foi a líder com 31,7%.

Pelo menos 61,4% dos entrevistados afirmaram querer mudar de operadora (contra 75,9% no ano anterior). Em valor percebido, a Sky teve índice 1,05. A companhia também foi a primeira em Força da Marca, com 26,6%.

Em telefonia fixa, a TIM lidera a recomendação líquida: 30,9%. Quase dois terços (65%) dos entrevistados afirmaram querer mudar de marca, contra 81,5% em 2016.

Porém, 6,7% disseram que pretendem cancelar o serviço fixo. Em valor percebido, a Claro obteve nota 1,14. Em Força da Marca, Vivo contou com 22,3%.

Este conteúdo foi originalmente publicado no site da Teletime.