Pesquisa analisa compostos bioativos de prato mediterrâneo

Aluno da Unesp desenvolveu uma pesquisa que analisou compostos bioativos presentes em um tradicional prato da dieta mediterrânea, o sofrito

São Paulo – Durante intercâmbio pelo programa Ciência sem Fronteiras, o aluno de graduação da Unesp José Fernando Rinaldi de Alvarenga desenvolveu uma pesquisa que analisou compostos bioativos presentes em um tradicional prato da dieta mediterrânea, o sofrito. O artigo foi publicado na revista Food Chemistry, da editora Elsevier.

“O sofrito é uma espécie de molho de tomate já refogado, que em geral leva azeite de oliva, alho, cebola e às vezes ervas e outras especiarias”, explica o aluno de graduação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp, em Araraquara. “O molho é bastante popular na dieta mediterrânea sendo comercializado inclusive em supermercados na forma industrializada”.

O Ciência sem Fronteiras é um programa federal que, entre outras atividades, fomenta a mobilidade acadêmica internacional.

Recentemente, o programa estendeu para o dia 6 de dezembro o prazo de inscrições para uma chamada de intercâmbio de alunos de graduação que inclui 20 países. Mais informações podem ser obtidas nesta matéria publicada no portal da Unesp ou no próprio site do programa.

A pesquisa de José Fernando foi realizada dentro na Universidade de Barcelona, onde o aluno da Unesp estudou entre setembro de 2012 e agosto deste ano, sob orientação da espanhola Anna Valverdú-Queralt, que desenvolve um pós-doutorado na instituição. O trabalho foi publicado recentemente na revista Food Chemistry, da editora Elsevier.

O grupo de pesquisa trabalha principalmente na identificação de compostos bioativos presentes na dieta mediterrânea, tida como uma das mais saudáveis do mundo por reduzir o risco de doenças cardiovasculares e manter a pressão sanguínea sob controle. A pesquisa de José Fernando identificou compostos fenólicos (ou polifenóis) e carotenóides – ambos relacionados aos benefícios para a saúde – presentes em dez marcas de sofritos vendidos nos supermercados.


Durante seu período na Universidade de Barcelona, José Fernando assistiu às aulas regularmente, mas também teve a oportunidade de conhecer e trabalhar nos laboratórios da instituição. “Os professores me propuseram ficar um tempo conhecendo as diversas pesquisas desenvolvidas pelo grupo para que depois eu pudesse escolher qual mais me interessaria”, comenta o aluno, que optou pela análise de alimentos por ser a atividade que ele mais se identificou durante seu curso de graduação em Araraquara.

Internacionalização da Unesp

A Unesp assumiu a internacionalização da universidade como uma das prioridades de sua gestão, mantendo atualmente relações com 45 países, num total de 395 acordos vigentes. Este esforço visa diversificar o ambiente acadêmico e colocar alunos e professores em contato com outras culturas e diferentes visões de mundo, contribuindo assim para o intercâmbio da ciência e do conhecimento e garantindo a inserção da Unesp no rol das grandes instituições de ensino superior internacionais.