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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Painéis solares residenciais associam economia à sustentabilidade

Em 2015, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estimava que até 2024 poderiam ser instalados até 620 mil painéis em telhados residenciais

A instalação de painéis residenciais de captação de energia solar é uma opção de investimento que permite economia na conta de luz e independência das distribuidoras de eletricidade.

O sistema fica em R$ 16 mil, segundo a coordenadora da campanha de Energias Renováveis da organização não governamental (ONG) Greenpeace, Bárbara Rubim.

“É um valor alto, se a pessoa tiver que fazer esse investimento à vista. Mas é um investimento que vai se pagar em uma média de sete anos e gerar retorno para a pessoa. É um investimento que você está fazendo no seu imóvel”, ressaltou Bárbara em entrevista à Agência Brasil.

Em 2015, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estimava que até 2024 poderiam ser instalados até 620 mil painéis voltaicos em telhados residenciais.

Para a microgeração de consumidores comerciais, a projeção é que os sistemas podem chegar a 82 mil equipamentos. Eles captam a luz solar e a transformam em eletricidade que abastece o imóvel.

O excedente pode ser lançado na rede de distribuição e convertido em créditos a serem abatidos da conta de luz do consumidor.

Financiamento e incentivos

A geração individual de eletricidade pelo sol poderia ir ainda mais longe, segundo Bárbara, caso houvesse incentivos para quem quisesse usar essa opção. Entre as medidas que poderiam ser adotadas, a coordenadora da ONG aponta a criação de linhas de financiamento específicas.

“Durante anos, o governo federal subsidiou para que você pudesse ter até linha de financiamento com juros zero para a compra de veículos novos. Se o governo fez isso para a compra de um carro que, querendo ou não, é um bem que gera uma série de externalidades negativas para a sociedade e que está sendo depreciado ano após ano, não existe motivo de ele não ter uma política semelhante para a energia solar”, defendeu.

Outro incentivo possível, de acordo com Bárbara, seria a liberação do saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra dos painéis, como é feito para compra e reforma de imóveis.

Substituição de fontes

Com esse tipo de fomento, a coordenadora da ONG considera que o Brasil conseguiria chegar ao fim de 2020 com mais de 1 milhão de sistemas instalados e com 8 milhões no fim de 2030.

Ela baseia a análise nos resultados obtidos em países como a Alemanha, que tem atualmente 8 milhões de residências microgeradoras, e o estado norte-americano da Califórnia, com 1 milhão de sistemas instalados.

“A gente conseguiria substituir duas vezes, se chegasse nesses 8 milhões, a previsão de geração do complexo hidrelétrico de Tapajos”, compara Bárbara em referência ao projeto da Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós, no Pará.

Em agosto do ano passado, o governo federal desistiu do projeto, pois não conseguiu as licenças ambientais necessárias. O empreendimento também alagaria três aldeias do povo Munduruku, na Terra Indígena Sawré Muybu.

Economia e sustentabilidade

Foi justamente a preocupação ambiental que motivou a consultora em biotecnologia Luciana Di Ciero a instalar, há um ano, um sistema de painéis em sua residência em Campinas, no interior paulista.

“É claro que é super interessante ter uma economia. Mas, para mim, o principal foi a questão de sustentabilidade, de usar uma energia renovável. Eu acho que o caminho do mundo é esse”, afirma sobre o equipamento que reduziu de R$ 400 para R$ 60 a conta de luz da família de quatro pessoas.

Luciana conta que o sucesso da instalação atraiu a atenção dos vizinhos. “Muita gente veio aqui olhar”. Pelo menos um deles também comprou o equipamento após visitá-la. A consultora acredita, no entanto, que deveria haver incentivos para quem quer adotar a tecnologia.

“Eu moro em um condomínio de classe média alta, é diferente. Agora, um incentivo para colocar em comunidades carentes, em conjuntos populares, isso o Brasil deveria fazer. Acho que estamos muito atrasados”, diz.

Também no interior de São Paulo, a dentista Fernanda Morra considera que o sistema foi uma boa maneira de investir. “Eu acho a nossa energia muito cara. Eu tenho sol quase os 365 dias do ano, porque moro em Holambra. Acho que é um investimento para a minha casa, daqui a um, dois ou três anos eu não tenho mais esse custo”. O equipamento abastece a residência de Fernanda e o consultório, que divide o imóvel.

Apesar de destacar as vantagens econômicas e práticas, como não depender das concessionárias de energia, a dentista também fez a instalação preocupada com o meio ambiente. “Eu tento ser o mais sustentável que posso”, acrescenta.

Comentários

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  1. Rodrigo Vinícius da Costa

    Governo lixo!!!! Tudo nesse país é feito para não funcionar, e se auto destruir!!!! Se houvesse algo sensato deveria-se criar a demanda para essa tecnologia e deixar que a indústria comece a produzir.

    Dê isenção fiscal para a importação de painéis foto voltaicos, e todos os equipamentos necessários para a montagem de um sistema desse tipo, para ver se não surge uma demanda! Burocratas idiótas e medrosos!!!!! cobrar impostos sobre nada, a alíquota pode ser 100% não vão arrecadas porcaria nenhuma pois 100% de nada é NADA!!! cobrem 10% que seja…que vão arrecadar muito mais!!!!!

    Um kit completo de painéis fotovoltaicos comprados na china saem por US $3,652.59, isso com frete, pois o preço lá é de 1680 dolares, o frete é o resto do valor anteriormente citado! 5500 reais aproximadamente. ai expliquem… pq 5500 tem que virar 16000??? isso é incentivo!? Na reportagem não foi falado qual a potência do sistema instalado pois a cotação que eu fiz foi de um kit de 4000w completo.

    Enfim… Gostaria de um dia ouvir da boca de algum burocrata que defende impostos para “proteger” o mercado nacional de coisas que não existem!!! ou por um acaso alguém conhece fabrica de carro elétrico no país!? Por quê não se isenta esses produtos para criar um mercado? alguém sabe onde se fabrica baterias de polímero de lítio no bRASIL? por quê tributar isso!?

  2. Jonathan Madson Chica

    A notícia é séria! E tem fundamento! Os modulos fotovoltaicos no exterior assim como os inversores são mais baratos, com certeza, assim como automóveis. Existem financiamentos para produtos solares, FCO BB, Santander, Investe SP, entre outros…. Mas é claro que se tivesse a possibilidade de melhores condições, além da isenção de IPI de alguns itens, PIS e Cofins. O exemplo do FGTS dado seria uma boa solução para a ampliação da geração distribuida em residência de todas classes sociais, entre outras alternativas. Com certeza ajudaria nao só nas questões de produção e distribuição de energia eletrica, como também ajudaria na geração de empregos para as empresas instaladores e revendedores de equipamentos de geracao de energia limpa.
    Att.
    Eng. Jonathan M. Chica
    jonathan@ineng.com.br
    (11) 3451-1410
    ineng.com.br uma empresa de engenharia instaladora de geradores de energia solar fotovoltaicos.