O Medium chega ao Brasil em busca de boas histórias

Mistura de blog e rede social, o Medium iniciou nesta semana suas atividades no país

São Paulo – O Medium anunciou oficialmente nesta semana o início de suas atividades em português. A largada simbólica do serviço no Brasil se deu por meio do anúncio de uma conta no Twitter voltada para o país, a @MediumBrazil.

Já era possível acessar o Medium e publicar textos a partir do Brasil. Mas agora o sevriço conta com uma equipe no país. Em atividade desde agosto de 2012, o Medium é uma mistura de publicador de conteúdo e rede social.

A definição é de Gabe Kleinman, gerente de recursos humanos do serviço. Em entrevista por e-mail a EXAME.com, ele afirmou: “O Medium é um lugar para as pessoas dividirem ideias e histórias importantes”. 

Como funciona

Basicamente, o Medium permite que o usuário publique e leia textos – como num blog. O design é limpo, sem espaço para vídeos e outros obstáculos à leitura – seja no site ou no app para iPhone.

Além de ler e escrever, o internauta pode comentar trechos e recomendar a amigos textos de que gostou. É possível também seguir autores e grupos de textos favoritos (as chamadas coleções).

Quem assina o Medium passa a receber diariamente uma newsletter com sugestões de textos baseadas em suas leituras anteriores. Entre as personalidades que já aderiram ao serviço, estão o ator Leonardo DiCaprio e a cantora Alicia Keys.

“Nós do Medium procuramos ideias boas e textos bem escritos por qualquer pessoa, de cozinheiros a aeromodelistas”, afirmou Leandro Demori, editor do Medium no Brasil.

Brasil

Em entrevista a EXAME.com, Demori destacou que o Medium no Brasil está em operação beta. Isso porque a interface do serviço não foi traduzida para o português ainda.

Entretanto, ele e mais duas pessoas estão há cerca de 10 dias traduzindo textos publicados no Medium para o português. A ideia é oferecer mais conteúdo para os brasileiros que já usam o serviço. 

Para Demori, o Medium oferece aos leitores “menos ruído” em comparação com outros serviços – como Twitter e Facebook. Entretanto, ele entende que o serviço pode ser uma ferramenta de divulgação muito útil para autores e editoras, por exemplo.

O Medium não tem espaço para propagandas. Por isso, ainda não se sabe ao certo como seus criadores vão usá-lo para ganhar dinheiro.

No exterior,  já foram cogitadas alternativas como a oferta de conteúdo exclusivo pago ou mesmo a venda do conteúdo que é compartilhado no Medium (permitida pelos usuários nos termos de serviço).

Futuro

Demori informa que, em breve, sua equipe deve começar a traduzir para o inglês conteúdo compartilhado em português no Medium. “Queremos tornar os bons escritores brasileiros mais globais”, afirmou ele.

Também não deve demorar a chegar ao Brasil um modelo que já existe nos Estados Unidos, no qual o Medium paga a alguns autores para que eles escrevam para uma determinada coleção. 

“São comuns nos Estados Unidos coleções em que quatro, cinco, seis autores escrevem sobre um certo tema e recebem para produzir esse conteúdo”, disse Demori.