O futuro, para os carros, chegou

Há exatamente uma semana, a Uber assustou o mundo ao começar a operar em Pittsburgh, nos Estados Unidos, uma frota de carros autônomos para realizar parte das viagens. Há pelo menos três anos, a startup diz que, no futuro, as pessoas não dirigirão carros, a menos que queiram. E ela pode estar certa. O governo de Barack Obama iniciou a semana confirmando que não só apoia, como incentiva montadoras a se envolverem em projetos de carros autoguiados.

Ontem, o Departamento de Transportes americano anunciou suas novas diretrizes para carros autônomos. Montadoras como General Motors, Tesla e Ford, e diversas empresas de tecnologia, como Apple, Uber e Google, trabalham em projetos nessa linha. As empresas saudaram a iniciativa do governo, que traz segurança jurídica para as evoluções tecnológicas da indústria.

A principal preocupação nas medidas anunciadas é a segurança. Em um artigo publicado na segunda, Obama disse que “muitas pessoas morrem nas nossas estradas – 35.200 só no ano passado – com 94 por cento das mortes como resultado de erro humano. Veículos automatizados têm o potencial para salvar dezenas de milhares de vidas a cada ano”. Nas diretrizes, estão listados 15 pontos de segurança a serem seguidos, que vão da proteção contra hackers até considerações éticas a respeito das escolhas feitas pelos carros nas ruas.

Recentemente, carros semiautônomos da Tesla tiveram acidentes fatais, o que contribuiu para o medo dos americanos. Em uma pesquisa recente, apenas 32% deles pensavam que os carros autônomos melhorariam a experiência no trânsito, no sentido de torná-lo mais seguro, enquanto 48% achavam o contrário. Além disso, mais da metade das pessoas acha que os carros vão tirar empregos de motoristas de táxis e caminhões. Como toda transição, existem os descontentes, mas a roda do progresso não para.