São Paulo – O WhatsApp Web, recurso que permite usar o app de mensagens em computadores, completa um ano de lançamento nesta quinta-feira (21). Antes restrito a smartphones com sistema Android e Windows Phone, a integração com computadores chegou aos iPhones em agosto. No entanto, algo não mudou desde o lançamento da versão web do aplicativo: a dependência do smartphone para utilizá-lo em um PC ou notebook.

A integração acontece por meio da leitura de um código, QR code, no site web.whatsapp.com e, quando desligamos ou colocamos o celular em modo avião, a conexão com o computador é perdida. Para que a versão web do WhatsApp funcione, seu smartphone precisa estar sempre conectado à internet, seja por Wi-Fi ou por rede celular 3G/4G.

Concorrentes como o Telegram e o Viber têm uma abordagem diferente para o uso na internet: a independência do smartphone. Fazendo login em um PC ou notebook em ambos os serviços, é possível se comunicar com outros usuários dos apps, estejam eles em computadores ou smartphones.

Como posicionamento oficial, o WhatsApp diz que seu app foi criado para ser usado "on the go", ou seja, em momentos em que estamos em constante movimentação ao longo do dia e, portanto, a melhor experiência de uso é no celular. A postura é semelhante à adotada pelo Instagram, que, apesar de ter uma versão para o acesso em computadores, não permite a publicação de fotos a não ser pelo smartphone.

"O uso primário ainda é, é claro, no seu smartphone, mas há pessoas que passam muito tempo usando computadores em casa ou no trabalho e isso ajuda a criar uma ponte entre os dois aparelhos", informou o WhatsApp, à época do lançamento do recurso web, em janeiro do ano passado.

A EXAME.com, Jan Koum, CEO do WhatsApp disse que um dos motivos para que o smartphone esteja sempre conectado é que o histórico fica guardado somente no dispositivo do usuário, aumentando a segurança de uso do app. Por conta disso, não devemos ver uma versão independente do aplicativo tão cedo. 

Desde que chegou, a versão web do WhatsApp não passou por grandes mudanças, exceto por ter ganhado suporte para outros navegadores além do Google Chrome, como o Firefox, o Opera e o Safari.

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