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'Os novos aparelhos são lindos e estamos otimistas em relação ao futuro', disse o executivo da Nokia
Londres - 'Fizemos uma boa escolha, os novos aparelhos são lindos e estamos otimistas em relação ao futuro', afirmou nesta quinta-feira em entrevista à Agencia Efe o vice-presidente da Nokia para Dispositivos Móveis, Mary McDowell, sobre a aliança de sua empresa com a Microsoft.
Em relação à concorrência, Mcdowell destacou algumas companhias do segmento de telefonia celular: 'Respeitamos muito a Apple e a Samsung. São boas empresas e certamente estamos de olho nelas'.
Mcdowell informou que a Nokia 'ainda é a número 1' em volume de comercialização de aparelhos, mas que a união com a Microsoft para desenvolver telefones permitirá que a empresa seja 'mais competitiva' no mercado.
'No setor há boas oportunidades porque existe inovação', elemento fundamental para atrair o consumidor, disse.
Quanto à incorporação nos próximos celulares do Windows Phone da tecnologia NFC, de comunicação automática entre dispositivos, Mcdowell afirmou que esse é um assunto que 'dependerá da Microsoft', mas que parece um desenvolvimento 'lógico' do produto.
Parte da estratégia da empresa consiste em levar internet para 1 bilhão de pessoas de países em desenvolvimento por meio de sua linha de telefones celulares Asha, explicou.
A América Latina está passando por uma 'transição' dos telefones que só têm voz e mensagens de texto para os que possuem serviços de dados, sem serem smartphones, segundo Mcdowell.
'Pouco tempo atrás, ninguém teria pensado que estes telefones poderiam concorrer com o RIM - fabricante do BlackBerry -, mas acredito que estamos começando a ter um impacto nos negócios do RIM com os dispositivos qwerty (com teclado completo)' na América Latina, frisou.
Uma parte importante da Nokia, de acordo com Mcdowell, é seu trabalho em inovação, que vai da nanotecnologia à gestão de dados dos sensores dos telefones celulares, que poderiam reunir informação sobre o tráfego e enviar relatórios de temperaturas.
A empresa, que anunciou em abril cortes de cerca de sete mil empregos antes do final de 2012, se viu afetada pela reestruturação, declarou Mcdowell.
'Estamos transformando a empresa. Algumas notícias são positivas e outras são difíceis, como a reestruturação e os fechamentos', concluiu.
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