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Entrevista | 07/01/2012 17:54

'Ultrabook é tudo o que o consumidor quer', diz CEO da Intel

Presidente da filial brasileira da fabricante de processadores defende que nova categoria de PCs manterá usuários permanentemente conectados

Renata Honorato, de
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Divulgação

Fernando Martins, Intel

Fernando Martins tem 24 patentes registradas e trabalha na Intel há 13 anos

São Paulo - Há 40 anos, a Intel projeta e fabrica as pequenas pecinhas que fizeram a revolução digital: os microprocessadores que alimentam nossos computadores. Agora, a multinacional americana quer introduzir no mercado uma nova categoria de máquinas, batizadas ultrabooks, híbridas de notebook, tablet e netbook. O novo dispositivo quer herdar a capacidade de processamento do notebook, a tela sensível ao toque do tablet e, do netbook, leve e pequeno, a praticidade. Lá fora, o dispositivo – concebido pela Intel, mas fabricado por terceiros – pode ser comprado por valores a partir de 1.000 dólares. Agora, ele começa a chegar ao Brasil.

"As primeiras máquinas são importadas, mas empresas nacionais já sinalizaram interesse em desenvolvê-las por aqui. Isso vai aumentar a oferta de modelos e reduzir os preços", diz Fernando Martins, presidente da Intel no Brasil, um pesquisador que ascendeu ao posto de executivo. A nova categoria não surge, é claro, à toa. Seu desenvolvimento foi motivado por pesquisas que revelaram que o consumidor busca uma máquina leve, com poder de processamento e grande autonomia – ou seja, uma boa bateria. "Assim nasceu a nova categoria", diz Martins. Em 2012, o ultrabook vai ganhar ainda um reforço: o processador batizado Ivy Bridge, ainda mais potente, que consome menos energia e, portanto, dá mais autonomia aos computadores. Confira a seguir os principais trechos da entrevista.

O ultrabook é a grande aposta da Intel para 2012. Como o Ivy Bridge contribuiu para o desenvolvimento da nova categoria?

Estamos completando 40 anos da introdução do 4004, nosso primeiro microprocessador. Ele tinha 2.300 transistores e ocupava 2,5 milímetros quadrados de área. Atualmente, no mesmo espaço, graças aos avanços da microeletrônica, cabem até 1 bilhão de componentes. Com o Ivy Bridge, esse numero será ainda maior. Essa evolução permitirá desenvolver máquinas compactas, com alto desempenho e mais econômicas: elas poderão ficar ligadas o tempo todo. Assim, poderão "enxergar" tudo o que acontece à nossa volta: elas nos avisarão sobre a situação do trânsito, por exemplo, e qual o melhor horário para sair de casa ou do trabalho, além de sincronizarem nossos e-mails, mesmo quando estiverem guardadas na mochila. O impacto na vida das pessoas será tremendo. Por isso, a Intel ganhou o prêmio de Inovação do Ano do Wall Street Journal.

O ultrabook chegou às lojas dos Estados Unidos no fim de 2011. Como serão as vendas no Brasil?

O processo de comercialização será dividido em três etapas. Na primeira, serão comercializadas no Brasil máquinas com os chips atuais. A segunda, prevista para 2012, será implementada com o processador Ivy Bridge. Já a terceira geração virá com o processador Haswell, que exigirá aprimoramentos de software. Essa última implementação permitirá que a máquina permaneça funcionando por muito mais horas com apenas uma carga de energia. O ultrabook é tudo o que o consumidor quer.

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Jose

PARABENS AO FERNANDO MARTINS. ELE PROPRIO E UM PRODUTO DE EXPORTACAO DO BRASIL E PRECISOU TRABALHAR NA...

08.01.2012 | Ler comentário completo |  

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