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Televisão em casa: segundo o presidente da ABTA, Alexandre Annenberg, a TV por assinatura vem sentindo cada vez menos a competição com a TV aberta
São Paulo - O setor de TV por assinatura poderá atingir um faturamento bruto de até R$ 19 bilhões este ano, segundo estimativa apresentada pela Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA). Esse montante representaria uma alta de 12,4% sobre o ano passado - a receita bruta do segmento foi de R$ 16,9 bilhões de reais em 2011, ante R$ 12,3 bilhões em 2010.
A associação divulgou ainda projeções para o avanço do setor ate 2017. Com base num "cenário otimista", a receita poderia atingir R$ 50 bilhões, enquanto num "cenário base", atingiria R$ 40 bilhões. O cenário otimista se baseia no crescimento consistente do Produto Interno Bruto (PIB), avanço da geração de empregos e alta da renda.
Também foi informada a projeção para o número de assinantes, que deve encerrar este ano em 16 milhões, segundo a ABTA. Num "cenário otimista", a base deve chegar a 45 milhões em 2017, enquanto num "cenário base", deve alcançar 35 milhões em cinco anos.
Segundo o presidente da ABTA, Alexandre Annenberg, a TV por assinatura vem sentindo cada vez menos a competição com a TV aberta, e esta será uma das razões também para o crescimento. "Antes as pessoas resistiam em pagar pela televisão. Com a redução dos preços, que deve se manter, o serviço avança principalmente para a classe C", afirmou.
O ingresso das empresas de telefonia no segmento, que prestam serviço por meio de satélite, também impulsiona a base de assinantes. Annenberg prevê, porém, que, com as novas outorgas para TV a cabo que estão para ser concedidas, a participação deste serviço retome participação sobre as operações por satélite.
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