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A Toshiba teve de enfrentar no último ano fiscal um forte retrocesso nas vendas de seus aparelhos no Japão
Tóquio - A Toshiba anunciou nesta quinta-feira que encerrou sua produção de televisores no Japão, como parte da estratégia para recuperar esse deficitário segmento, que no ano fiscal de 2011 registrou perdas de 488 milhões de euros.
O grupo abandonou a fabricação local de televisores com a cessação das atividades de produção na planta de Fukaya, situada na província de Saitama, ao norte de Tóquio, precisou uma fonte da Toshiba à agência 'Kyodo'.
A Toshiba teve de enfrentar no último ano fiscal um forte retrocesso nas vendas de seus aparelhos no Japão, no momento em que enfrenta a dura concorrência de empresas como as sul-coreanas LG e Samsung, o que se soma a um iene forte que diminuiu seu lucro no exterior.
A previsão é que a companhia siga produzindo televisores em suas fábricas na Indonésia, China, Polônia e Egito.
A fábrica de Fukaya, que começou suas operações em 1965, será mantida como base de desenvolvimento, planejamento e serviços pós-venda, enquanto os trabalhadores serão recolocados em outros centros da Toshiba.
No ano fiscal de 2011, a empresa lucrou 73,7 bilhões de ienes (720 milhões de euros), número 46,5% menor que o de 2010, enquanto suas vendas retrocederam 4,6%, a 6,1 trilhões de ienes (59,6 bilhões de euros).
A Toshiba atribuiu esta forte redução à apreciação do iene, ao impacto do terremoto de março do ano passado no Japão e às inundações ocorridas na Tailândia no fim do ano, assim como ao enfraquecimento dos mercados europeu e americano.
A queda das vendas de televisores, a forte concorrência e a apreciação do iene afetaram também outros gigantes japoneses da eletrônica, como a Sony e a Panasonic, que reconheceram a necessidade de reestruturar um setor que no último ano fiscal gerou grandes perdas.
Nesta mesma linha, a Hitachi deverá abandonar sua produção doméstica de televisores de tela plana no final de setembro, levando-a a outros pontos da Ásia, como China ou Taiwan, a fim de reduzir custos. EFE
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