São Paulo - Um novo estudo demonstra que pessoas que vivem em áreas onde é ampla a adoção do coquetel para o tratamento da Aids são menos propensas a contrair o vírus HIV do que em lugares onde poucos recebem cuidados, informou a OnuAids nesta quinta-feira.

A pesquisa, realizada pelo Centro Africano para Estudos de População e Saúde, é a primeira a demonstrar o impacto positivo da terapia com coquetel de medicamentos antirretrovirais em uma comunidade, acrescentou a agência das Nações Unidas.

"Estas descobertas são extremamente importantes", afirmou o vice-diretor-executivo do programa OnuAids, Paul De Lay.

"A OnuAids encoraja todos os países e comunidades a alcançarem uma ampla cobertura da terapia com antirretrovirais, tanto para o benefício das pessoas vivendo com HIV quanto das comunidades nas quais elas vivem", disse De Lay.

A pesquisa, feita com dados coletados na província de KwaZulu-Natal, no leste da África do Sul, demonstrou que em áreas onde a ingestão do coquetel foi superior a 30%, as pessoas saudáveis corriam um risco 38% menor de adquirir o vírus da síndrome da imunodeficiência humana adquirida.

"Esta é a primeira vez que conseguimos demonstrar tais resultados em um assentamento populacional, uma descoberta importante que ajudará a orientar a resposta à Aids", explicou Frank Tanser, do centro de pesquisas da Universidade de KwaZulu-Natal.

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