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Dave Haynes, vice-presidente do SoundCloud, fez duas palestras na Campus Party, em São Paulo
São Paulo — Em pouco mais de quatro anos, desde que entrou no ar, o site de compartilhamento de músicas SoundCloud conquistou 11 milhões de usuários. Embora não se compare com números de redes sociais genéricas como o Faceboook, essa quantidade é significativa para um site com finalidade tão específica. O SoundCloud tomou o lugar que já foi do MySpace como rede social preferida pelos músicos para interagir com parceiros e fãs. Agora, a empresa tenta estimular mais leigos em música a também publicar áudio na internet.
O serviço foi criado inicialmente na Suécia e depois teve sua sede transferida para Berlim, na Alemanha, em 2007. No começo, seu objetivo principal era facilitar a colaboração entre músicos. Um cantor podia, por exemplo, compartilhar gravações de voz com instrumentistas para que eles acrescentassem o acompanhamento. “Esse tipo de interação leva pessoas que nunca se encontraram pessoalmente a se reunir para fazer música juntas”, diz Dave Haynes, vice-presidente do SoundCloud, que veio a São Paulo nesta semana para participar da Campus Party.
Em pouco tempo, o SoundCloud passou a ser usado também para divulgar o trabalho dos artistas para o público geral. Ele oferece um endereço específico para cada arquivo de áudio e facilita a tarefa de embutir as músicas em blogs e outros sites da web – como faz o YouTube com os vídeos.
Numa terceira etapa, o serviço começou a conquistar também não músicos. Haynes diz que há um pouco de tudo nele. A lista inclui discursos de políticos, notícias e análises de acontecimentos, aulas e palestras, crianças falando e cantando e até gravações de reuniões corporativas, que geralmente são publicadas como arquivos privados, aos quais só pessoas autorizadas têm acesso.
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