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Justiça | 01/03/2012 11:54

“Sou só um bode expiatório”, diz Dotcom, do Megaupload

Numa extensa entrevista à TV neozelandesa, Kim Dotcom, o fundador do Megaupload, diz que virou bode expiatório para os estúdios americanos

Sandra Mu/Getty Images

Kim Dotcom

Dotcom foi detido em 20 de janeiro em sua mansão nos arredores de Auckland, junto a outros três diretores do Megaupload

São Paulo — “Eles vieram atrás de mim porque sou um alvo fácil.” Assim Kim Dotcom, fundador do Megaupload, define sua situação. Ao sair da cadeia, depois de cerca de um mês preso sob acusação de promover a pirataria e lucrar com ela, Dotcom deu uma longa entrevista ao canal de TV neozelandês 3 News. Nela, ele se descreve como um bode expiatório e diz que o Megaupload sempre andou dentro da lei.

Dotcom nasceu na Alemanha e tem cidadania finlandesa, além de alemã. Nascido Kim Schmitz, o programador adotou seu codinome de hacker como sobrenome oficial. Morou em Hong Kong e acabou se radicando na Nova Zelândia, onde foi preso em janeiro. Uma década antes, ele já havia sido condenado por fraude financeira na Alemanha. 

O Megaupload, fundado por Dotcom em 2005, chegou a ser o 13º site com maior tráfego na internet. O serviço de compartilhamento de arquivos o tornou rico e atraiu a fúria da indústria da música e dos estúdios de cinema. Com acontece em outros sites desse tipo, arquivos perfeitamente legais conviviam, no Megaupload, com cópias ilegais de filmes, músicas e software.

O documento do FBI que serviu de base para sua prisão contém 72 páginas. O texto afirma que o Megaupload causou prejuízo de 500 milhões de dólares à indústria da música em apenas duas semanas. Isso equivale a 13 bilhões de dólares em um ano. “Isso não faz sentido. A indústria da música inteira fatura 20 bilhões de dólares por ano”, defende-se Dotcom na entrevista ao 3 News.

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