Washington - A concepção de filhos do sexo masculino é possível na reprodução assistida sem a necessidade de envolver o cromossomo Y do homem, que até agora se acreditava ser imprescindível, segundo um estudo da Universidade do Havaí (UH).

O cromossomo Y é substituível por outros cromossomos homólogos que podem ser produzidos de forma artificial, razão pela qual este avanço científico abre mais uma porta na reprodução assistida, de acordo com o estudo publicado nesta quinta-feira pela revista "Science".

O cromossomo Y é o que distingue o sexo do bebê: sua presença determina que será um homem já que as mulheres, por outro lado, têm um duplo cromossomo X.

"O cromossomo Y é um símbolo de masculinidade, presente só em homens, e que codifica genes importantes para a reprodução masculina", destacou a "Science".

A equipe de pesquisadores da UH, liderados por Monika A. Ward, professora no instituto de pesquisa biogenética, estudou o tema durante dois anos com ratos.

"Muitos dos genes do cromossomo Y são necessários para o desenvolvimento e a maturidade do esperma e a fertilização normal, tanto em ratos como humanos. No entanto, quando se trata da reprodução assistida, demonstramos agora que, nos ratos, a contribuição do cromossomo Y não é necessária", explicou Ward.

Assim, no Havaí já há duas gerações de ratos machos desprovidos do cromossomo Y, que têm todas as capacidades dos ratos machos "normais" e os esforços se centram agora em extrapolar essas propriedades à reprodução humana.

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