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Tendência | 23/08/2012 17:17

Renascimento do jornalismo investigativo desafia era Twitter

O colaborador do New York Times, Noah Rosenberg vai na contramão da tendência do jornalismo fast food e procura realizar matérias longas e de muita pesquisa

Sebastian Smith, da

©AFP / Stan Honda

Noah Rosenberg trabalha em um tablet

Noah Rosenberg trabalha em um tablet: Rosenberg espera produzir um pacote temático por semana sobre a vida em Nova York

Nova York - Se o Twitter está matando o jornalismo e os jornais locais são uma espécie em extinção, um jovem e talentoso jornalista do New York Times desafia a corrente com a criação de um site especializado em tratar os temas locais de maneira profunda.

O ritmo de informação 24 horas, nos sete dias da semana, os tweets de 140 caracteres e os sites de internet que compilam notícias produzidas por diversas fontes converteram muitos meios de comunicação americanos no equivalente jornalístico do McDonalds: produzir rápido para consumo fácil.

Na contramão desta tendência, o colaborador do New York Times, Noah Rosenberg, quer que seu site, o Narratively ("Narrativamente"), produza um material que esteja mais para uma espécie de ensopado cozido em fogo lento.

"Realmente estamos desacelerando as coisas", explica Rosenberg, falando em um café no Brooklyn (sudeste de Nova York), que ele muitas vezes usa como o escritório de seu projeto.

A redação do Narratively, composta por 30 jornalistas nova-iorquinos, deixará de lado as notícias de última hora para se concentrar em matérias originais de longa pesquisa e artigos com 5.000 palavras.

As matérias que interessam a ele são as "desenvolvidas há um, dois ou três anos e que ainda têm algum significado", explica.

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