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Para Fábia, ainda há muito a ser feito para começar a encarar o mundo móvel com mais seriedade. “É como a Internet 15 anos atrás: essa é a impressão que eu tenho quando fazemos pesquisa de mobile. É uma indústria em formação”, diz. Porém, ela ressalta que, diferente da web, a evolução da penetração de smartphones e tablets é muito maior.
Lado das companhias
Gerente de conexões para consumidores da Coca-Cola, Cíntia Santos Nishio concorda com a diretora executiva do Ibope. “Internamente, ainda temos dificuldade por barreiras de mensuração, de alcance e de entrega efetiva para a experiência do consumidor. A gente acredita que a mobilidade é um grande capacitor, mas precisamos começar internamente”, diz. Otimista, o diretor de novos negócios da ESPN Brasil, Luís Olvalves, acredita que a base de smartphones ainda está engatinhando no País, mas vai ficar tão relevante quanto nos Estados Unidos. “Lá, o mobile é metade do nosso tráfego, com 15 milhões de videoviews por dia. A gente já começa a pensar nos serviços olhando para a mobilidade para, só depois, adaptar para outras vertentes”, afirma.
A Unilever aposta em um conceito de “always on”, prevendo que, no futuro, a própria definição de mobilidade irá se extinguir, dando lugar ao conceito de se estar online a todo momento. “Não deixamos de testar, mas temos efetivamente na nossa pauta o caminho de ser always on”, explica o gerente sênior de marketing digital para a América Latina da companhia, Rodrigo Moretz. “Internamente, a empresa já tem trazido muito desse comportamento para dentro de sua gestão”.
O gerente de grupo de alianças estratégicas para a América Latina da RIM, Angel Andana, ainda enxerga o momento atual como de primeiros passos. “Até agora, não temos visto o modelo como um gerador de receita, associamos isso à estratégia. Temos focado na experiência do usuário”, conta. Mesmo assim, o conselho que ele dá às empresas é simples: “façam uma versão mobile do website, mas também façam aplicativos”.
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