São Paulo - Sofrer racismo com frequência e em diversas situações torna as pessoas mais sujeitas a ansiedade, depressão e problemas com drogas. A descoberta é de pesquisadores americanos.

Um artigo sobre o tema foi divulgado em agosto na publicação de ciência Addictive Behaviors. Para o estudo, cerca de 4,5 mil pessoas negras com idade entre 18 e 65 anos responderam questões relacionadas a situações de discriminação racial pelas quais pudessem ter passado.

Do total de entrevistados, 83% relataram que foram vítimas de algum tipo de discriminação no último ano. Cerca de 50% dos participantes afirmaram que sofreram todas as formas de racismo analisadas e 14,7% contaram que passavam frequentemente por situações de discriminação de todos os tipos. 

Segundo os cientistas, os integrantes dos dois últimos grupos apresentaram maiores índices de depressão, alcoolismo e problemas com drogas do que os outros. 

"A discriminação explícita é uma fonte frequente de problemas de saúde, embora seja negligenciada, e tem efeitos comparáveis à morte de um ente querido ou à perda de um trabalho", afirmou em nota sobre o estudo a socióloga Trenette Clark, da Universidade da Carolina do Norte.

Entretanto, Trenette destaca que, ainda que a maior parte das pessoas afirme ter sofrido racismo, problemas psicológicos ou de dependência de drogas não vitimaram a maioria dos entrevistados. Entre as razões para isso, ela destaca fatores como identidade étnica, espiritualidade e religiosidade.

Tópicos: Ciência, Doenças, Depressão, Negros, Racismo, Preconceitos, Sociologia