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A intenção é utilizar a energia solar concentrada, água do mar e o cultivo de culturas tradicionais para conseguir água fresca
São Paulo - Dessa vez, não será miragem: um óasis artificial de 200 mil metros quadrados recebeu autorização do governo da Jordânia para ser criado na cidade de Aqaba, próximo ao Mar Vermelho. Ainda que chame atenção pela dimensão, a obra é apenas um piloto. O próximo alvo é nada menos que o gigantesco deserto do Saara.
Por trás do projeto está um grupo de pesquisadores ingleses e noruegueses, que acreditam já dispor de toda a tecnologia necessária para transformar os desertos em florestas. Sob o nome Projeto Floresta no Saara (Sahara Forest Project, em inglês), a ideia da iniciativa pode ser simples - levar vegetação a regiões secas - mas ela surpreende pelas soluções high-tech.
A intenção é utilizar a energia solar concentrada, água do mar e o cultivo de culturas tradicionais para conseguir água fresca, comida, biomassa e energia de forma sustentável. O oásis artificial será formado por uma usina termossolar - que usa o calor do Sol para gerar energia, e não o efeito fotovoltaico das células solares - e de uma estufa "alimentada" por água salgada.
Esta estufa de água salgada, cujo funcionamento já foi atestado em projetos-piloto em pequena escala, será usada para cultivar vegetais para alimentação e algas para produzir combustíveis. Por fim, a energia solar e o clima quente do deserto, é usada para converter água salgada em água doce, que é então usada para cultivar hortaliças e algas que absorvem o gás carbônico. O projeto começa a ser construído em novembro.
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