Mais de 33 mil animais silvestres e itens extraídos deles são ilegalmente vendidos na internet em transações de até 28 milhões de reais, em um mercado que movimenta 48 bilhões de reais por ano.

Essas informações foram divulgadas na terça-feira (25), em um relatório do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal que analisou sites de 16 países durante um período de seis semanas deste ano.

Foram encontradas quase 10 000 ofertas, muitas delas de espécies ameaçadas de extinção, em 280 sites diferentes. China, Alemanha e França foram os países com mais ofertas de animais silvestres cuja comercialização é proibida ou de itens extraídos deles, como couro e marfim.

Grande parte das espécies ainda vivas era oferecida na Rússia e na Ucrânia: orangotangos e chimpanzés eram vendidos por mais de 100 mil reais, além de tigres, leopardos, jaguares e gorilas.

Outro item de comercialização controlada, o marfim extraído das presas de elefantes também era facilmente encontrado nos sites: 80% das ofertas das páginas chinesas, por exemplo, eram do material. Traficantes cobravam até 150 mil reais por esculturas feitas com o material.

Depois do marfim, os répteis foram os produtos mais encontrados nos sites ilegais de vendas de animais silvestres. Tartarugas e lagartos totalizaram 70% das ofertas dos sites alemães, por exemplo.

A recomendação principal do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal para os governos é a criação de uma delegacia virtual de crimes contra espécies silvestres, assim como já existem delegacias de crimes virtuais.

O tráfico de animais silvestres é um mercado que movimenta 19 bilhões de dólares anuais, tornando-o o quarto negócio ilegal mais lucrativo, atrás apenas do tráfico de trogas, pirataria e tráfico de pessoas. 

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