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Engenharia | 25/06/2012 12:31

Para a medicina a era dos ciborgues começou

Engenharia e medicina unem-se na criação de próteses comandadas por chip, sensores e software para substituir sentidos e membros humanos

Thiago Tanji, da

Getty Images

Oscar Pistorius, atleta paraolímpico

Oscar Pistorius, atleta paraolímpico com prótese para corrida

São Paulo - Engenharia e medicina unem-se na criação de próteses comandadas por chip, sensores e software. Elas devolvem os movimentos a pernas, cotovelos, pés e mãos e substituem por perfeição até ouvidos.

Adam Jensen é um ex-policial americano que foi gravemente ferido enquanto tentava impedir um ataque ao laboratório em que trabalhava como segurança. À beira da morte em uma sala de cirurgia, conseguiu ser salvo por médicos que instalaram uma série de próteses cibernéticas em seu corpo.

Perfeitamente adaptados ao organismo de Jensen, os novos membros não foram apenas responsáveis por devolver-lhe a vida. Eles o transformaram em um super-homem: olhos que projetam informações digitais, ouvidos que funcionam como headphones, um braço capaz de esmagar paredes, pernas que realizam saltos inimagináveis.

Essas próteses sobre-humanas ainda não estão disponíveis. Fazem parte do enredo de Deus Ex: Human Revolution, game lançado no ano passado, ambientado na sociedade futurista de 2027. Na vida real, os pesquisadores ainda não conseguiram projetar membros capazes de expandir as habilidades humanas. Mas já fabricam próteses eletrônicas altamente tecnológicas que trazem conforto e segurança a milhares de pessoas, em todo o mundo, que sofrem com algum tipo de deficiência física.

Joelhos, pés, mãos, cotovelos, ouvidos. Com a ajuda de softwares e microprocessadores, engenheiros e médicos estão criando equipamentos artificiais cada vez mais semelhantes aos membros físicos, aproximando a ficção da realidade. “Trata-se de um conceito conhecido como biônico, quando a interface da prótese passa a ‘entender’ a necessidade do paciente”, afirma o fisioterapeuta José André Carvalho, diretor do Instituto de Prótese e Órtese (IPO), em Campinas, no interior de São Paulo.

Próteses inteligentes

Mesmo que a perfeita integração entre homem e máquina ainda não tenha sido totalmente alcançada, os membros eletrônicos disponíveis hoje já auxiliam seus usuários de maneira significativa. “Temos pacientes que jogam basquete, tênis, andam de skate, de bicicleta. Ao fazer essas atividades, eles esquecem que estão usando uma prótese”, diz o fisioterapeuta Carvalho.

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