São Paulo – Kevin Barrera foi assassinado aos 14 anos em 2009 na cidade de Richmond, Califórnia. Em 2013, contudo, a sua morte tomou novas proporções depois que seu pai, José Barreras, encontrou no Google Maps o registro da cena do crime.

Na imagem, que ainda está disponível no serviço de mapas do Google, é possível ver um carro de polícia, um corpo e, ao que tudo indica, os investigadores responsáveis pelo caso observando o local a distância.

“Ao ver a imagem, tive a sensação de que tudo aconteceu ontem”, disse Barreras à uma emissora de televisão americana. Morto a tiros, o adolescente foi encontrado no dia 14 de agosto daquele ano próximo a trilhos de trem. De acordo com a CNN, o assassino de Kevin nunca foi encontrado.

O Google, contudo, parece estar trabalhando duro para retirar do ar a dolorosa imagem. Segundo o vice-presidente do serviço, Brian McClendon, o processo leva, em média, oito dias e a empresa teria entrado em contato com a família de Kevin para dizer que estão fazendo de tudo para acelerar a atualização.

“O Google nunca antes acelerou a substituição de imagens de satélite. Mas, por conta das circunstâncias, decidimos abrir uma exceção”, informou McClendon em comunicado oficial enviado a imprensa. Inconformado, o pai questionou objetivo do serviço. "Qual o ponto de mostrar essa foto para as pessoas?", indagou Barreras em entrevista a CNN. 

Privacidade

O caso reacendeu questionamentos acerca da privacidade das pessoas em relação ao serviço, um assunto que já é alvo de discussões de governos internacionais, como a Alemanha, por exemplo. Lá, o Google Maps oferece uma opção para que as pessoas não deixem suas casas aparecerem no serviço. 

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