Um paciente terminal com leucemia receberá uma injeção de nanorobôs construídos com material genético e desenvolvidos para destruir células cancerígenas.

O procedimento está sendo desenvolvido por uma equipe de médicos da universidade Bar-Ilan, em Israel, e já foi testado com sucesso em animais.

O paciente recebeu de seus médicos uma estimativa de até seis meses de sobrevivência, considerando o estágio de sua leucemia.

Baseados nos testes com cobaias, os pesquisadores esperam que o câncer seja removido em um mês pelos robôs, que são capazes de identificar e matar células cancerígenas sem afetar as células saudáveis.

Até agora, durante os testes realizados, os robôs conseguiram reconhecer doze tipos de câncer, incluindo leucemia e tumores sólidos.

No procedimento, cerca de um trilhão de robôs de 50 nanômetros, construídos com DNA molecular, são injetados no paciente. Cada um deles tem capacidade computacional de um computador de 8-bit, equivalentes a um Nintendinho.

Os nanorobôs podem caçar e combater células cancerígenas, além de realizarem operações computacionais dentro de um organismo vivo, controlados pelo controle remoto de um Xbox.

"Essa é a primeira vez que uma terapia biológica foi capaz de reproduzir como um processador de computador funciona", afirma Ido Bachelet, pesquisador-chefe do Instituto de Nanotecnologia e Materiais Avançados da Universidade Bar Ilan.

Dentro do corpo do paciente, o desafio dos nanorobôs será sobreviver à resposta do sistema imunológico gerada pela entrada de corpos estranhos no organismo.

Caso o tratamento funcione, os pesquisadores israelenses devem estender o procedimento para outros tipos de doença. A ideia é fazer com que remédios e drogas sejam transportados pelo nanorobô diretamente para a célula afetada, aumentando a eficácia de um procedimento médico.

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