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A Bill and Melinda Gates Foundation investiu um milhão de dólares em pesquisa que pode combater a malária
São Paulo – Que Bill Gates está totalmente focado em projetos sociais com a Bill and Melinda Gates Foundation não é mais novidade para ninguém. Mas a última do fundador da Microsoft é, no mínimo, inusitada e muito mais relevante do que pode soar: investimento milionário em uma espécie de repelente high-tech contra o mosquito. Portanto, em breve talvez seja possível sonhar com um mundo tropical no qual é possível circular livremente durante o verão, sem ter que se submeter ao uso de repelentes grudentos e de aroma intrigantemente peculiar.
A Bill and Melinda Gates Foundation assinou esta semana um cheque no valor de um milhão de dólares para Szabolcs Márka, Físico e Professor da Universidade de Columbia, para o desenvolvimento de um repelente a laser capaz de enlouquecer os sensores dos fatais mosquitinhos responsáveis pela transmissão da malária. A doença que mata, anualmente, cerca de um milhão de pessoas, é uma das principais frentes de batalha da fundação da família Gates.
Mosquitos usam o calor e a luz como guia até sua presa - e é assim que chegam aos pontos mais inconvenientes do corpo humano para se alimentar. Márka, sua esposa, e também cientista, ZsuZsa Márka e o colega Imre Bastos questionaram então qual seria a reação do inseto, caso tivesse sua percepção sensorial prejudicada.
A equipe usou laser para criar uma barreira de luz invisível e que pode ser “montada” nos esconderijos favoritos destes insetos, como embaixo da cama, por exemplo. Em seguida, um grupo de mosquitos foi liberado para que se pudesse observar a reação deles quando de frente ao escudo. O resultado foi surpreendente: os insetos simplesmente deram meia volta ao se aproximar da parede de luz.
Apesar do saldo positivo até aqui, o estudo segue em frente e deve responder ainda uma série de novos questionamentos. O principal deles é entender o que faz com que os mosquitos não atravessem a barreira de luz.
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