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As críticas de restaurantes do Zagat estão disponíveis em livros, num site da web de acesso pago e em aplicativos para smartphones
São Paulo — “Haikai para anunciar uma aquisição: Delicioso negócio fechado. Zagat e Google agora são um. Gourmets vão se divertir mais”. Foi nesse tom lúdico que Marissa Mayer, vice-presidente de serviços de localização e mapas do Google, anunciou a compra da empresa de avaliação de restaurantes Zagat no Twitter.
O Zagat cobre centenas de cidades em 25 países na América do Norte, na Europa e na Ásia. O site lista mais de 30 mil avaliações de locais. Seu prato principal é a classificação de restaurantes feita por voluntários. São 350 mil colaboradores, segundo a empresa, enquanto ela própria tem uma equipe de cerca de cem funcionários. Mas é um site de acesso pago, algo que não combina muito bem com o modelo de negócios do Google, em que a base são os serviços gratuitos custeados por publicidade.
Num post publicado hoje no blog oficial da empresa, Marissa Mayer observa que o Zagat foi pioneiro no uso de conteúdo gerado pelo usuário antes mesmo de a internet existir. Ela também diz que os livrinhos de bolso publicados pela empresa já eram conteúdo móvel antes de haver smartphones. “Estou excitada por levar o poder dos serviços de busca e mapas do Google aos produtos do Zagat; e trazer as inovações, a reputação confiável e a riqueza de experiências dos usuários deles”, escreveu ela.
O Google deixa claro que seu objetivo é reforçar sua presença na área de serviços de informações locais, atraindo anúncios de empresas que atuam em cidades específicas. O texto de Marissa Mayer dá a entender que haverá algum tipo de integração entre o Zagat e o serviço Google Places, que tem finalidade similar. A dúvida óbvia é se o Google vai manter o esquema atual de acesso pago ou vai começar a liberar mais informação do Zagat gratuitamente.
No início, era um hobby
O Zagat começou em 1979 como um hobby do casal Tim e Nina Zagat. Os dois colecionaram opiniões de amigos sobre restaurantes de Nova York e reuniram tudo num livro em 1982. Com o tempo, passaram a produzir livros sobre outras cidades, geralmente em formato de bolso. Mais recentemente, criaram o serviço pago na web e aplicativos para smartphones e tablets.
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