O Brasil conta com 306 milhões de dispositivos conectados a internet, a maioria (154 milhões) telefones inteligentes, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira em São Paulo pela universidade Fundação Getulio Vargas (FGV).

O 26ª Relatório Anual de Tecnologia da Informação calculou que o Brasil conta com três terminais (computadores, tablets ou telefones inteligentes) para cada dois habitantes.

Atualmente, o Brasil tem 152 milhões de computadores e tablets "em uso", que representam três computadores para cada quatro habitantes. Desse total, 24 milhões são tablets.

Pela primeira vez em trinta anos, segundo o estudo, a venda anual de computadores e tablets caiu em 2014, com uma redução de 10% em comparação a 2013.

No entanto, de acordo com o estudo, em 2015 esse número se elevará para 22 milhões (8% a mais), impulsionada pela venda de tablets, que representam mais da metade do valor.

Segundo o relatório, das seis mil empresas analisadas, 2 340 relataram que usam ferramentas da tecnologia de informação para sua cadeia produtiva, e a despesa para esses recursos representou 7,6% do faturamento no último ano (o dobro no setor bancário).

Em relação a software, a multinacional americana Microsoft manteve a liderança no ambiente de trabalho pelo vigésimo ano consecutivo, com 90% de participação.

Nas projeções do estudo, o Brasil terá um computador ou tablet por cada habitante, com um total de 208 milhões, para o biênio 2017-2018.

Somando os televisores, o Brasil supera em 36% a média mundial, com mais de um aparelho por habitante (1,04 per capita).

O professor Fernando Meirelles, um dos responsáveis pelo estudo, ressaltou que o Windows domina os sistemas operacionais das empresas com 97%, o restante para Linux e Mac.

A presença nas empresas brasileiras dos sistemas operacionais de software livre Linux e Unix diminuiu 7% desde 2008.

Nos programas de e-mail corporativo, o Gmail -líder entre os usuários particulares- representa entre 7% e 8%, enquanto em relação aos navegadores as empresas utilizam Explorer (85%), Google Chrome (8%) e Mozilla Firefox (6%).

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