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Pesquisa feita pela estudante de mestrado Veronika Lukacs mostra que boa parte dos usuários também usou o perfil de algum amigo para dar uma espiada
São Paulo – 88% dos usuários de Facebook usam o serviço para dar uma olhada no que a(o) ex anda fazendo - comportamento que pode classificá-los como "stalkers".
É o que indica pesquisa feita pela estudante de mestrado Veronika Lukacs, da Western University, do Canadá, para analisar o comportamento pós-término de relacionamento na famosa rede social.
Boa parte dos usuários também usou o perfil de algum amigo para dar uma espiada (70%) ou verificou a presença de supostos novos parceiros (74%). “Alguns usuários são stalkers assíduos no Facebook e procuram informações, enquanto outros são afetados pelo que aparece em seu feed de notícias”, diz Lukacs.
Mais de metade dos entrevistados admitiu que analisou ou pelo menos releu mensagens antigas que tinha trocado com sua ex (64%) ou ficou enciumado quando novas fotos foram colocadas (52%).
Apenas um terço dos entrevistados citou sua ex em alguma mensagem após o término e menos que isso (31%) colocou fotos com intenção de causar ciúme.
Dois dados ficaram bem divididos: metade dos entrevistados deletou as fotos de seu ex do álbum e 52% deletaram o perfil de seu amor passado.
Lukacs defenderá sua tese (“É Complicado: Términos de Romance e seus Resultados no Facebook) na semana que vem. “Eu quis ver como as consequências do término se relacionam com o uso do Facebook”, explicou a estudante. “O que descobri é que, estando no Facebook ou não, a angústia oscilou de acordo com o nível de ‘vigilância’ que predominou após o término".
Todos entrevistados que participaram da pesquisa, feita com conversas e formulários, tinham terminado um relacionamento nos últimos 12 meses.
Há um dado final e importante na tese de Lukacs: é importante mudar de senha no Facebook após um término. A estudante encontrou diversos casos de stalkers que hackearam os perfis de seus ex.
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