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São Paulo - Não se engane ao ler rapidamente o nome deste notebook: ele não tem tela 3D. Mas, se isso não for um problema, nada mais falta no RF511-SD3. A Samsung caprichou nas configurações da máquina e, apesar de parecidíssimo com o RF511, ele compensa ainda mais que o outro por causa do preço de 2.909 reais.
Não há um grande de avanço nas configurações de hardware do RF511-SD3 em relação ao RF511, mas elas são significativas: um processador Intel Core i7 i7-2720QM de 2,2 GHz e 8 GB de RAM, além de um espaço de armazenamento bruto de 1 TB. Quanto à parte gráfica, a placa de vídeo dedicada é uma Geforce 540M. Não é uma escolha ruim, mas poderia ter sido melhorada e garantir um desempenho mais impressionante, que casasse melhor com o processador e a RAM. Ainda assim, ela não decepciona ao rodar jogos atuais, se o usuário não quiser rodar tudo no máximo.
Apesar de ser um bom computador para gamers, ele não tem, essencialmente, essa função. Por isso, algumas características estão ausentes no teclado, como ser retroiluminado. Mas é ergonômico, com teclas macias e separadas, e tem um teclado numérico. No entanto, peca na necessidade de utilizar Fn+W para interrogação e Fn+Q para barra. Outros atalhos podem ser acessados via teclado com a Fn, como brilho da tela, wi-fi, modo de bateria e Samsung Support Center. Na parte superior ao teclado, quatro botões dedicados para controle de volume e Wi-Fi. Ao lado dela, fica o alto-falante estéreo, que têm boa potência (total de 3W), mas não surpreende: os agudos e médios soam bem, mas os graves são fracos. No entanto, não aparentam distorção em volume máximo.
O visual do RF511-SD3 repete o de toda a série. A tampa é bonita, com um efeito de holograma redondo e dobradiças de plástico com aspecto cromado. Mas, na parte interna, ele parece ser uma junção de vários elementos que não ficam tão bonitos juntos. O teclado fica numa parte rebaixada prateada e as teclas são cinza-chumbo. O resto do corpo também é dessa cor e todas as partes são de um plástico que tem efeito de aço escovado, o que garante um visual elegante.
O touchpad é espaçoso (8,9 cm por 5,3 cm) e fica centralizado em relação ao teclado alfanumérico. Ele reconhece gestos de até três dedos e tem boa sensibilidade, mas os dois botões são bem moles. Ao lado do touchpad, há um buraquinho, que é o microfone embutido – uma péssima localização, já que facilita o abafamento por ficar com o braço em cima ou a captação do som do teclado.
Quanto às conexões, o notebook tem o básico: quatro USB (sendo duas 2.0 e duas 3.0), HDMI, Dsub e P2 para microfone e fone de ouvido, além do leitor de Blu-Ray – que, com a resolução de tela relativamente baixa, não é tão vantajoso. A mesma sensação de incoerência que fica ao analisarmos o hardware também ocorre quanto à tela: com 15,6”, ela tem resolução máxima de 1366 x 768 – muito baixa para um monitor desse tamanho.
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