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O Partido Anti-PowerPoint fica na Suíça, mas aceita filiados (e doações) do mundo inteiro
São Paulo — Sabe aquelas apresentações tão tediosas que, assim que o palestrante liga o projetor, a plateia começa a bocejar? O suíço Matthias Poehm resolveu se insurgir contra elas criando o Partido Anti-PowerPoint (APPP).
O objetivo do APPP é banir o uso de aplicativos de apresentações em aulas, reuniões e congressos. E, atenção, applemaníacos: isso inclui não só o best-seller da Microsoft, mas também todos os programas similares a ele, do Keynote, da Apple, ao módulo de apresentações do OpenOffice.org, o software livre patrocinado pela Oracle.
A iniciativa parece ser, à primeira vista, uma ideia maluca ou, mais provavelmente, uma esperta jogada de marketing. Afinal, Poehm dá treinamento para palestrantes e vende um livro sobre o assunto. Fundar um “partido” pode ser uma boa maneira de aparecer. Mas ele é um ótimo ator e apresenta suas ideias com convincente seriedade.
Poehm se diz o messias de 250 milhões de pessoas que são torturadas pelas apresentações soporíferas no mundo inteiro. Em suas contas, só a Europa perde 110 bilhões de euros por ano em tempo e recursos desperdiçados em apresentações inúteis – tudo culpa do PowerPoinit, é claro.
Para chegar a esse número astronômico, ele assumiu que as apresentações acontecem em 11% das empresas e escolas duas vezes por semana, em média. Também supôs que cada sessão é vista por dez pessoas e que 85% delas se sentem desmotivadas pelo que é apresentado. Poehm multiplicou tudo isso pelo salário médio europeu e pelo número de trabalhadores do continente. O resultado, equivalente a 158 bilhões de dólares, é maior que o PIB de países como Nova Zelândia e Marrocos.
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Antonio Alter Dei
Amigo você estava indo muito bem. Quando disse isso: " a melhor alternativa é o velho e bom flipchart...
11.07.2011 | Ler comentário completo |