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Com o Surface, a Microsoft quer enfrentar a Apple no segmento de tablets
Aspen - A Apple tem um modelo de negócios que costumava ser somente dela. A empresa fundada por Steve Jobs projeta os equipamentos, desenvolve o software e oferece uma série de serviços, como a venda de músicas, vídeos e aplicativos, para seus clientes, num sistema verticalmente integrado.
Esse modelo garante uma experiência superior para o usuário, pois evita a possibilidade de erros e conflitos que podem surgir da combinação de fornecedores múltiplos, e ao mesmo tempo, o deixa totalmente dependente da empresa.
Recentemente, o Google anunciou seu tablet Nexus 7 e a Microsoft apresentou o seu Surface. O objetivo das empresas é oferecer essa experiência superior, e garantir a fidelidade do cliente com essa estrutura vertical.
Henrique de Castro, presidente de mídia, mobilidade e plataformas globais do Google, participou na semana passada do evento Fortune Brainstorm Tech, em Aspen, nos Estados Unidos. A Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) foram patrocinadoras do evento.
Durante um painel que tinha como tema "Tablets 2.0", ele afirmou que o sistema Android, do Google, deve ultrapassar a Apple em tablets, como aconteceu nos smartphones, por ser aberto a diversos fornecedores. "O produto é melhor quando o ecossistema ao redor dele é melhor, e um sistema aberto é melhor que um sistema fechado", disse Castro, com um Nexus 7 nas mãos.
Na edição mais recente da revista Wired, o colunista Anil Dash apontou que, em maio de 2011, chegaram ao fim restrições à atuação da Microsoft, que foram resultado do acordo antitruste que a empresa fez com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos nove anos antes. Com sua capa que também funciona como teclado, o tablet Surface refletiria esse momento da empresa fundada por Bill Gates, da sua volta ao mercado sem amarras.
"O Surface não é um equipamento 'eu também'. Ele empurra adiante toda a categoria", escreveu Dash. "E, com o Surface, a Microsoft não está indo para cima só da Apple; ela está sacudindo os punhos na direção de todos os seus parceiros que fabricam PCs, que têm lançado tablets e laptops medíocres por anos."
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