Os pontos brilhantes em Ceres já não são mais tão misteriosos.

Esses pontos luminosos despertaram a imaginação do público quando foram vistos pela primeira vez na nave espacial não tripulada Dawn da Nasa que se aproximava do planeta anão em março.

Existem mais de 130 pontos luminosos geralmente localizados no local das crateras de impacto.

As especulações giram em torno do sal ou do gelo, embora alguns cientistas digam que são gêiseres, vulcões e inclusive sugerem outras possibilidades.

Agora, um novo estudo publicado na Revista Nature diz que é bem provável que seja apenas uma dessas respostas: o sal.

O Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa disse que é um tipo específico de sulfato de magnésio chamado hexa-hidratado. Um tipo diferente de sulfato de magnésio que é bem familiar aqui na Terra, onde é comumente conhecido como sal Epsom.

Em outubro a Nasa também lançou uma renderização usando imagens da espaçonave Dawn para criar um efeito Flyover.

A gravação foi reproduzida em cores falsas para destacar as diferenças nos materiais da superfície -- incluindo esses nos pontos brilhantes:

Os maiores pontos luminosos, acima, descansam no que é conhecido como cratera Occator, com cerca de 60 milhas (90 quilômetros) de diâmetro, e um material brilhante no centro com cerca de 6 milhas (9,6 quilômetros) de largura e 0,3 milhas (0,48 quilômetros) de profundidade.

Aqui está o planeta desde uma distância mais longinquia, mostrando o quão espalhados estão os pontos luminosos:

"A natureza global dos pontos luminosos de Ceres sugere que este mundo tem uma camada subterrânea que contém água congelada salgada", disse Andreas Nathues do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, que liderou o estudo, em um comunicado de imprensa.

Um segundo estudo, também da Revista Nature, descobriu que a argila no planeta é rica em amônia.

A Nasa disse que embora só a amônia possa evaporar em Ceres, as moléculas podem estar ligadas a outros minerais.

"A presença de espécies que toleram amônia sugere que Ceres é composta de material acumulado em um ambiente onde tanto amônia como nitrogênio eram abundantes", disse a autora líder do estudo, Maria Cristina De Sanctis do Instituto Nacional de Astrofísica em um comunicado de imprensa.

"Consequentemente, nós acreditamos que este material tenha se originado fora do sistema solar gelado".

Isso significa que Ceres pode ter sido formado fora do sistema solar há muito tempo – ou que foi formado próximo à sua posição atual, mas com materiais que partiram de fora do nosso sistema solar, de acordo com a NASA.

A nave especial Dawn agora está a 240 milhas acima de Ceres, altitude da sua órbita final, onde coletará toda a informação sobre a gravidade em raios gama, infravermelhos, espectros de nêutrons e em alta-resolução.

Tópicos: Astronautas, Espaço, Astronomia, Ciência, Nasa, Planetas