Los Angeles - A Microsoft suspendeu temporariamente suas conversas com empresas da mídia sobre um novo serviço de assinaturas online de programas de TV e filmes, segundo fontes próximas das discussões.

A gigante da tecnologia estava envolvida em intensas negociações com potenciais parceiros de programação ao longo de mais de um ano e esperava lançar o serviço nos próximos meses.

Mas ela recuou após decidir que os custos de licenciamento eram muito altos para o modelo de negócios visado pela empresa, segundo as fontes.

"Eles desenvolveram o Microsoft TV, fizeram uma demonstração para nós, pediram listas dos preços de publicidade e depois disseram ''ah, isso é caro''", disse um alto executivo do setor de mídia envolvido nas negociações.

Um representante da Microsoft não quis comentar o assunto.

Versões anteriores do serviço de televisão da Mcrosoft incluíam uma variedade de ferramentas avançadas como a possibilidade de mudar canais com controle por voz e movimentos.

Como o da Netflix, o serviço da Microsoft também permitiria usuários a opção de pagar uma taxa mensal para um pacote de programação que não fosse de uma companhia local de TV a cabo ou satélite. Mas, diferentemente da Netflix, a Microsoft esperava exibir programas atuais e programação ao vivo em seu serviço, o que elevaria muito o custo.

A Microsoft ainda trabalha com o setor de televisão para distribuir programas pela Internet, mas em vez de tentar fazer os clientes substituírem os pacotes de TV a cabo, está se focando em distribuir a programação por seu videogame Xbox para os assinantes de TV a cabo já existentes.

Na feira Consumer Electronics Show, nesta semana, por exemplo, a Microsoft e a News Corp anunciaram uma parceria que permitirá que Fox Broadcast, Fox News, IGN e o The Wall Street Journal ofereçam aplicativos em seu serviço Xbox Live.

Embora a Microsoft tenha adiado os planos de avançar no segmento por enquanto, empresas como Google e Amazon têm continuado seus planos para penetrar no bilionário mercado de TV paga norte-americano, dominado por distribuidoras como a Comcast e o DirecTV Group, e produtoras de conteúdo como Walt Disney Co e Time Warner Inc.

Fontes do setor de mídia, contudo, também disseram que, embora a Microsoft tenha suspendido as conversas, há esperança de que a companhia volte à mesa de negociações.

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