O aplicativo de mensagens Messenger do Facebook superou a marca dos 800 milhões de usuários, informou nesta quinta-feira a rede social, que aponta para a abertura de novos serviços e empresas subsidiárias.

"Até o final de 2015, deixamos para trás a etapa de 800 milhões de usuários mensais do Messenger", escreveu David Marcus, supervisor das atividades de mensagem do Facebook, em texto publicado na página do grupo em que ressalta a perspectiva de "mais oportunidades" de desenvolvimento da empresa.

Atualmente, o Facebook está em busca de incorporar mais serviços ao Messenger.

No segundo trimestre de 2015, anunciou a incorporação de um serviço de pagamento móvel entre amigos e ferramentas destinadas a fomentar seu uso por comerciantes online.

Desde o meio do ano, está testando o funcionamento de um assistente virtual batizado "M" e em dezembro informou sobre sua parceria com o serviço de reserva de automóveis com motorista Uber.

"Abrimos a plataforma para cerca de 20 atores do comércio eletrônico, das viagens, da aviação etc. e começamos a testar diferentes modos de interação", explicou Marcus à AFP.

"As pessoas gostam muito do fato de poder ter interações com uma empresa por meio de uma caixa de diálogo" no Messenger, sem necessidade de lembrar sua senha ou recorrer a outro aplicativo para encontrar a informação que procura, afirmou.

"O nível de satisfação superou todas as nossas expectativas em 2015 e 2016 será o ano em que procuraremos aumentar a escala", disse.

Sobre os serviços de pagamentos através do Messenger, que estão em fase experimental nos Estados Unidos, disse que o Facebook "queria" expandi-los a nível internacional, embora admitiu que existem "complicações para abrir estes sistemas de pagamentos a nível mundial".

Além do Messenger, o Facebook opera outro aplicativo de mensagens, o WhatsApp, que superou os 900 milhões de usuários no início de setembro, mas Marcus não informou se a experiência do Messenger se aplicará ao WhatsApp.

"Por enquanto o WhatsApp opera de maneira bastante independente e não há verdadeiramente necessidade (...) de experiências deste tipo", observou.

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