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Entrevista | 28/08/2012 13:47

Memórias de um designer brasileiro na Apple

"Nem minha chefe sabia o que eu fazia", diz Everaldo Coelho sobre a rígida política de sigilo da Apple, onde ele trabalhou por dois anos

Divulgação

O designer Everaldo Coelho, da Movile

Depois de dois anos trabalhando na Apple, no Vale do Silício, Coelho está de volta ao Brasil

São Paulo — O designer brasileiro Everaldo Coelho passou dois anos trabalhando na sede da Apple em Cupertino, na Califórnia. Como especialista no desenho de interfaces gráficas de software, ele participou do desenvolvimento de produtos, aprendeu como a Apple mantém seu padrão de qualidade perfeccionista e sentiu o peso da rígida política de sigilo da empresa.

Entre os projetos de que Coelho participou estão vários componentes dos sistemas OS X, do Mac, e iOS, do iPhone; a migração do serviço na nuvem Mobile Me para o iCloud; e o software do MacBook Pro com tela Retina. “Há outros projetos de que não posso falar porque são produtos que ainda não foram lançados”, diz ele.

Coelho também presenciou o choque provocado na Apple pela morte de Steve Jobs, em novembro do ano passado. Agora, ele está de volta ao Brasil, onde foi contratado pela empresa Movile para liderar o desenvolvimento de interfaces gráficas de aplicativos. Leia, a seguir, 7 coisas que ele contou a EXAME.com.

1 Os melhores do mundo 

O melhor de trabalhar na Apple foi conviver com pessoas brilhantes. Eles são os melhores do mundo. Aprende-se muito nesse ambiente. Há um perfeccionismo em tudo que se faz. Criam-se centenas de versões de um mesmo gráfico para testar diferentes soluções. Mas o público só vai ver uma delas.

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