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Feira | 09/01/2012 14:35

CES tenta se reinventar

Entre os principais lançamentos estão a mais recente safra de laptops finos e leves, que a Intel chama de ultrabook

Bill Rigby, da
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Ethan Miller/Getty Images

Homem toca guitarra na CES 2012

O diretor William 'Jeff' Fortin mostra a Ion Audio Guitar na CES 2012, que utiliza um iPad em seu corpo. Evento tenta manter relevância mesmo com a saída da Apple e da Microsoft

Las Vegas - A maior feira mundial de tecnologia exibirá laptops finíssimos, novos e poderosos celulares inteligentes e requintados televisores de telas planas, mas a conversa nos grandes pavilhões da Consumer Electronics Show (CES), que começa nesta segunda-feira, pode girar em torno futuro do evento.

A Apple, que dita a agenda do setor de bens de consumo eletrônicos há uma década, nem mesmo participa da feira. A Microsoft, que tenta desesperadamente alcançar a rival, fará sua última participação. Já há alguns anos a CES, realizada em Las Vegas, perdeu sua capacidade de surpreender.

"Há muito falatório. As promessas são muito mais ambiciosas do que aquilo que as empresas entregam", disse Todd Lowenstein, gerente de carteira da HighMark Capital Management, que tem diversas ações de tecnologia. "Só me interesso pelo evento porque surgem lá informações que podem movimentar o mercado; mas isso acontece raramente".

Os dramáticos e vistosos lançamentos de produtos orquestrados por Steve Jobs vieram a dominar o popular mundo da tecnologia, e os rivais procuram copiá-los longe do alarido da CES.

A Microsoft, que tenta recuperar o controle da tecnologia perdido para a Apple e para o Google, há muito alegava que a CES, realizada no começo de janeiro, não se enquadrava bem ao seu cronograma de lançamentos, o que significa que a companhia sempre tinha pouco a comunicar na palestra principal do evento, feita durante anos pelo presidente-executivo Steve Ballmer, e antes dele pelo co-fundador da companhia, Bill Gates.

Quais são as novidades?

Este ano, os lemas parecem repetir os do ano passado, entre os quais "conectado", "sempre ligado" e "reconhecimento por voz", quer seja em celulares e tablets novos e mais poderosos, quer em carros ou até mesmo relógios.

A mais recente safra de laptops finos e leves, que a Intel designou como "ultrabook", deve dominar a seção de hardware, com fabricantes como Toshiba, Asustek e Lenovo.

No extremo oposto do pavilhão, os mais recente televisores de alta definição e com acesso à Internet oferecidos pela Sony, Panasonic, Sharp e LG também atrairão as multidões.

A fabricante de celulares Nokia está se preparando para se reapresentar à audiência dos Estados Unidos, com novos celulares acionados pelo mais recente sistema operacional Microsoft Windows.

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