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A linha Kindle, da Amazon: a empresa deve ampliar a quantidade de livros digitais brasileiros no e-reader
São Paulo — A Amazon pode passar a oferecer, para uso em seu e-reader Kindle, 180 mil livros digitais que estão no site do Ministério da Educação brasileiro. A notícia está na revista Veja que chega às bancas neste sábado, na seção Radar. A Veja diz, ainda, que a Amazon tenta vender o Kindle para uso nas escolas públicas brasileiras, um negócio que não deve se concretizar.
Segundo a revista, executivos da Amazon discutiram o assunto com o ministro Aloizio Mercadante, que estaria inclinado a liberar a publicação das obras – que são de domínio público – no Kindle. Elas poderiam ser vistas também nos aplicativos Kindle para iPad, Android e outras plataformas.
Os livros ficam no portal Domínio Público, que foi inaugurado em 2004 pelo Ministério da Educação. Entre eles, estão, por exemplo, a obra completa de Machado de Assis, poemas de Fernando Pessoa, traduções de textos clássicos como "A Divina Comédia" e trabalhos acadêmicos. Podem ser baixados na forma de arquivos PDF ou vistos no próprio browser, em HTML. Alguns desses livros já possuem versão para o Kindle. O portal também tem músicas e alguns vídeos.
O movimento da Amazon parece fazer parte da preparação para a estreia de sua loja online no Brasil, com data ainda incerta. A empresa já tem lojas locais em nove países: Áustria, Canadá, China, França, Alemanha, Itália, Japão, Espanha e Grã-Bretanha. O Brasil seria um dos próximos países na lista de prioridades da empresa.
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