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Tabuleiros: Estrela está pronta para digitalizar seus maiores sucessos
São Paulo - Clássicos do tabuleiro como Banco Imobiliário e War marcaram a infância de muita gente com mais de 30 anos, mas, com o tempo, viraram apenas boa lembrança em reuniões entre amigos. Por outro lado, quem tem menos de 30 anos pode até conhecer esses títulos em versões para internet, mão dificilmente os têm como favoritos. Campeãs de outros tempos nos jogos de tabuleiro, as empresas Estrela e Grow querem mudar essa história: planejam repetir o velho sucesso no novo formato – aplicativos para smartphones e tablets.
Prestes a completar 75 anos, a Estrela deve ser a primeira a lançar seus produtos mais famosos em plataformas móveis. "Temos várias grifes, jogos que são verdadeiros ativos para a companhia. Eles têm um potencial muito grande no mundo digital", diz Aires Fernandes, diretor de marketing da companhia.
A empresa conta com mais de 400 produtos em sua linha, mas não é difícil descobrir quais deles serão escolhidos para a migração. De acordo com Michel Lent, vice-presidente de estratégia do Grupo .Mobi, produtora responsável pela criação dos aplicativos para a Estrela, os primeiros títulos a entrar no mercado serão o Banco Imobiliário, o Jogo da Vida e o infantil Pula Macaco.
"A nossa ideia é colocar esse projeto no ar até o fim de maio", diz. Para facilitar a comercialização dos produtos, os desenvolvedores do projeto – batizado Estrela Digital – estão criando uma loja virtual, que vai adotar uma moeda própria. "Ela funciona como uma 'mesada' dos pais para os filhos, que terão crédito para usar em jogos", diz Lent.
As atrações da Estrela Digital devem ficar disponíveis primeiro para o iOS, sistema operacional do iPhone. Em seguida, vão se expandir para o sistema Android, do Google. "Queremos montar um ambiente multiplataforma integrado, que permita à familia se reunir na sala para jogar. Tablets e smartphones vão conversar com Smart TVs, por exemplo", diz João Carvalho, sócio-diretor de negócios da .Mobi. "Além dos dispositivos móveis, queremos marcar presença também nas redes sociais."
A Grow ainda mantém seu projeto virtual sob relativo sigilo. Mas é certo que a empresa o apresente até o fim do ano. "Estamos conduzindo estudos de viabilidade, com o objetivo de minimizar riscos para o negócio. Mas os primeiros jogos saem ainda em 2012", diz Gustavo Arruda, gerente de marketing da empresa.
A companhia já debutou no mundo virtual. Desde 2006, mantém contrato de licenciamento com o portal Gametrack, que explora na internet a fama de jogos como Super Trunfo, War e Imagem em Ação. "O portal arca com os custos de desenvolvimento e manutenção e nos paga royalties. Acompanhamos o desenvolvimento dos produtos para garantir a fidelidade ao original", diz Arruda.
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