São Paulo – Steve Jobs não fugia à regra de gênios loucos, ou pelo menos é isso que diz uma ex-namorada do cofundador da Apple.

Em seu novo livro “The Bite in the Apple: a Memoir of My Life with Steve Jobs” (“A Mordida na Maçã: Memória da Minha Vida com Steve Jobs”, em tradução livre), Chrisann Brennan afirma que Jobs “às vezes dizia sentir como se tivesse sido um piloto da Segunda Guerra em uma vida passada”.

A revelação “bombástica” é apenas uma das que estarão na obra ainda não lançada, que teve um trecho publicado no site do "The New York Post". Mãe da primeira filha do cofundador da Apple, Lisa, e namorada de Jobs entre 1972 e 1977 – período de criação da companhia –, Chrisann ainda mostra como era difícil lidar com o homem por trás do iPhone, do iPad e de tantos produtos da empresa.

Um exemplo envolve a mudança de ambos para uma nova casa em Cupertino. “Steve quis que seu amigo Daniel morasse conosco, porque acreditava que quebraria a intensidade de tudo que não estava funcionando entre nós dois”, escreveu Chrisann. Tudo porque o relacionamento entre ela e Jobs era instável – “estávamos completamente loucos um pelo outro às vezes, mas tínhamos alguns momentos tediosos”.

Afora a relação difícil, o trecho divulgado do livro trata também do ego e da personalidade do finado cofundador da Apple – competitiva e com sede de poder. “Ele jogava apenas para ganhar – e ganhar a qualquer custo”, diz a ex-namorada.

Em um dos casos relatados por ela, Jobs humilhou John Draper em uma conversa por telefone, colocada no viva-voz para que todos ao redor pudessem ouvir.

Aliás, o crescimento inicial da Apple tornou as coisas ainda piores, segundo Chrisann – o ego de Jobs inflou ao ponto de torná-lo ainda mais arrogante do que nos tempos “pré-Apple”. “Ele estava sempre procurando excelência, e, quando não a encontrava, se comportava mal e ‘atingia’ as outras pessoas.”

Chrisann Brennan e Jobs

As declarações de Chrisann no livro “The Bite in the Apple: a Memoir of My Life with Steve Jobs” não são as primeiras da ex-namorada sobre Jobs. Em 2011, a moça contou à revista norte-americana Rolling Stone diversos detalhes sobre a vida do casal.

No artigo, apesar de tê-lo classificado como um “adolescente romântico”, ela tratou pela primeira vez do caráter explosivo e problemático do inventor – que “renegou” a própria filha, Lisa, por pelo menos dois anos, por exemplo.

Como dá para ver pelo trecho divulgado nesta terça, o novo livro – que fora anunciado em 2012 – deve expandir consideravelmente essas primeiras declarações da agora escritora e pintora.

“The Bite in the Apple: a Memoir of My Life with Steve Jobs” chega às lojas nos Estados Unidos no dia 29 de outubro, quase um mês após a morte de Jobs completar dois anos. Não há informações sobre o lançamento de uma versão em português.

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