São Paulo - Em 2012, a indústria móvel respondeu diretamente por 3,7% do PIB da América Latina, de acordo com levantamento feito pela GSM Association (GSMA).

Dois anos antes, em 2010, a participação era de 2,6%. O crescimento foi impulsionado pela adoção da banda larga móvel, com destaque para o mercado brasileiro, informa o diretor da GSMA na região, Sebastián Cabello.

O cálculo computa receita com serviços, handsets, equipamentos de infraestrutura e conteúdo móvel.

O executivo da GSMA comenta que paralelamente estão crescendo as exigências regulatórias por maior qualidade nos serviços. "O problema é que isso não ataca a causa, mas a consequência. Multas não resolvem o problema, pois há restrições municipais em vários países para a instalação das antenas", diz Cabello.

Ele teme pela sustentabilidade dos investimentos da indústria móvel na região diante do que considera ser uma excessiva intervenção estatal, citando os casos específicos da Colômbia, do Chile e da Argentina, que teriam regulações duras de qualidade de serviço, na opinião de Cabello.

Em novembro, a GSMA divulgará um relatório extenso sobre o impacto da indústria móvel na economia latino-americana. Os números serão divulgados por MOBILE TIME.

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