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A equipe de tecnologia do Hospital Evangélico de Londrina começou a trabalhar no desenvolvimento de um software que utiliza o Kinect para Xbox acoplado a um PC
São Paulo - A missão é difícil. Envolve a realização de procedimentos cirúrgicos complexos, que requerem exames detalhados e muita concentração. É preciso estar bem preparado. Com gestos, imagens são ampliadas, exames são visualizados e os melhores trechos de um vídeo selecionados para ajudar nos detalhes da operação. Tudo deve ser feito muito rápido.
O paciente está sedado. Há cortes, sangue e o risco de infecção. Cada segundo é precioso para reparar uma coluna vertebral ou uma lesão cerebral. A cena não faz parte de nenhum game ou de séries de TV como Plantão Médico e House. Ela é real e já entrou para a rotina do Hospital Evangélico de Londrina, no Paraná, o primeiro centro médico brasileiro a desenvolver um método que utiliza o Kinect em salas de cirurgia.
Com investimento baixo e o esforço do time de médicos, o hospital criou o projeto Intera, que usa o controle da Microsoft que reconhece movimentos para inovar. E no hospital não é apenas a geração Y que se dá bem com a tecnologia. “Tenho 60 anos, mal uso o computador e me adaptei rapidamente”, diz o neurocirurgião Luiz Soares Koury, um dos responsáveis pelo projeto.
O Intera não surgiu com pretensões hollywoodianas de revolucionar a medicina. Luiz Koury conta que a solução foi criada para resolver um problema pontual. O centro médico paranaense queria acabar com o uso das chapas em filme e do antigo negatoscópio, um aparelho com iluminação especial que permite a observação das radiografias, usado em medicina praticamente desde a descoberta do raio X, em 1895.
“O filme radiológico está em extinção”, afirma Koury. “Nós tínhamos a necessidade de criar algo para substituir as chapas por uma versão digital, já oferecida pelos aparelhos diagnósticos em CD ou pen drives.”
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