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Israel se prepara para uma operação para testar a segurança dos computadores locais contra os hackers
Jerusalém - Hackers pró-palestinos invadiram nesta quarta-feira sites israelenses vinculados a medicina, lazer, jornalismo e transportes, em um novo episódio da 'guerra cibernética' travadas desde o início do ano com piratas da internet defensores do Estado judaico.
As principais vítimas foram os hospitais Tel Hashomer e Assuta, ambos na região de Tel Aviv; e a empresa Dan, encarregada pelo transporte local. Os dois hospitais indicaram que os ataques foram neutralizados e não causaram danos aos conteúdos de suas respectivas páginas.
Também foram invadidos os sites da filmoteca de Jerusalém, do Festival Israel de Artes Cênicas e das edições digitais em hebraico dos jornais 'Haaretz' e 'The Marker'.
A página do Festival de Israel, invadidas pelo grupo Watchful Eye Hacker, continha dizeres nacionalistas e islâmicos em inglês, hebraico e árabe, como 'Morte a Israel e EUA' e um texto no qual se convoca à luta contra os 'sujos sionistas'.
Em outros sites invadidos, era possível ler frases como 'judeu = nazista' e ameaças de sequestros de quatro outros 'Gilad Shalit', uma referência ao soldado israelense trocado em outubro passado por mais de mil prisioneiros palestinos, informa a edição digital do jornal 'Yedioth Ahronoth'.
Um membro do grupo autodenominado IDF-Team (em referência ao acrônimo em inglês das forças armadas israelenses, liderado pelo grupo israelense na guerra cibernética) indicou à edição digital do jornal 'The Jerusalem Post' que haverá uma resposta 'em breve' aos ataques pró-palestinos.
O incidente desta quarta-feira coincide com o início primeiro simulacro oficial de emergência do Comando Nacional Cibernético e do Escritório de Contraterrorismo diante de um ataque cibernético em massa.
Batizado de 'Blecaute', o exercício medirá durante vários dias a preparação e necessidades perante uma ampla operação de invasão múltipla contra infraestruturas vitais do país.
O Banco Árabe na Palestina e a Autoridade Antinarcóticos de Israel tinham sido, no último dia 19, os últimos alvos de uma campanha de invasões de hackers israelenses e árabes, que incluiu também a Bolsa de Tel Aviv, a companhia aérea israelense El Al e o banco Leumi.
O movimento islâmico Hamas, que governa na Faixa de Gaza, cumprimentou os hackers árabes e lhes pediu 'uma guerra eletrônica contra a ocupação israelense'.
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