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Não são apenas os usuários que sentirão essas mudanças. O recurso de assinaturas de atualizações, que permite ler o que alguém publica sem tê-lo como contato, atinge em cheio o Twitter
São Paulo - Imaginando esse oceano de informação, parece impossível acreditar que os 2 bilhões de pessoas com acesso à internet ao redor do mundo comecem e terminem sua navegação diária digitando apenas www.facebook.com. Mas é nisso que Mark Zuckerberg acredita. O apetite do rapaz que vale 17 bilhões de dólares aos 27 anos faz crer que essa missão audaciosa pode ser cumprida.
Para tanto, além da dedicação obsessiva ao trabalho, Zuckerberg, o criador do Facebook, tem a coragem de fazer mudanças significativas em um time que não para de ganhar dinheiro, usuários e poder.
Num evento para desenvolvedores realizado em outubro, em São Francisco, a poucos quarteirões do Moscone Center, o palco preferido de Steve Jobs, o garoto-gênio vestindo camiseta, jeans simples e tênis de anunciou uma reestruturação completa na rede social mais usada do mundo.
A mudança contempla melhorias no visual, novidades nas principais funções e um pacote de terríveis notícias para competidores como Twitter e Google.
Entre outros anúncios e piadas que contou de forma tímida, Zuckerberg mostrou que o perfil dos usuários vai se transformar em uma biografia interativa e o botão Curtir passará, de acordo com a situação, a conjugar outros verbos, como assistir, ouvir, ler...
Uma coisa é certa: a vida dos cerca de 800 milhões de usuários do Facebook vai mudar, e muito. “É difícil dizer se alguma das mudanças tornará o Facebook mais forte ou mais fraco nesse segmento tão disputado, mas esse conjunto de novidades ilustra bem a principal vantagem competitiva da rede social: a habilidade e a coragem de fazer experimentos em larga escala”, disse a INFO Brian Butler, professor da Universidade de Pittsburgh especializado no mercado de tecnologia.
Não são apenas os usuários que sentirão essas mudanças. O recurso de assinaturas de atualizações, que permite ler o que alguém publica sem tê-lo como contato, atinge em cheio o Twitter. A expansão dos dados de geolocalização nos posts e nas fotos bate de frente com o FourSquare e põe mais um prego no caixão do Flickr.
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