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Redes sociais | 20/08/2010 16:10

Facebook admite possibilidade de abrir escritório no Brasil

Diretor de crescimento internacional da empresa esteve em São Paulo nesta semana

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Vinicius Aguiari, de

Javier Olivan, no alto do hotel Unique, em São Paulo

Javier Olivan, no alto do hotel Unique, em São Paulo

São Paulo - Javier Olivan é diretor de crescimento internacional do Facebook. Nesta semana, ele esteve no Brasil a fim de estabelecer novas parcerias e fazer contatos com a imprensa. Na empresa desde 2007, Olivan assumiu o posto quando a rede social contava com cerca de 3 milhões de usuários. Hoje, já são mais de 500 milhões.

Nascido na Espanha mas formado em Stanford, nos Estados Unidos, Olivan é jovem e tem porte físico e aparência similares a de seu chefe, Mark Zuckerberg. Na entrevista a seguir, ele fala sobre o ritmo de crescimento do Facebook, sobre o convívio com Zuckerberg e sobre a possibilidade de abertura de um escritório da empresa no Brasil.

Olá, Javier. Pode fazer uma pequena apresentação sua?

Sim, eu comecei há trabalhar no Facebook há três anos, em 2007. Na época, nos éramos relativamente pequenos, com cerca de 3 milhões de usuários baseados principalmente em países de língua inglesa. Fui contratado justamente para tocar esse projeto de expansão, que começou com a tradução do site para outros idiomas.

E como você chegou ao Facebook?

Eu estudava em Stanford e tinha alguns amigos que conheciam Mark Zuckerberg (Zuckerberg é de Harvard). Então, um dia nós fomos apresentados. Antes disso, eu já estava envolvido com start-ups de redes sociais. Nós começamos a conversar e então ele disse "Ok, você pode cuidar destes planos internacionais".

Quantos brasileiros estão no Facebook hoje?

O Brasil é um mercado chave para nós hoje. O país está entre os três que apresentam crescimento mais rápido em todo o mundo no momento, praticamente, dobrando de tamanho a cada de seis meses ou menos. Há um ano atrás, era pouco mais de 1 milhão de brasileiros cadastrados no Facebook. Hoje, já são 6 milhões. Nós estamos bastante excitados com isso.

E existem planos estratégicos exclusivos para o país?

Temos algumas novas novidades que devemos apresentar na próxima semana. Elas devem ser lançadas no Brasil e em mais um ou dois países. Ainda não posso adiantar detalhes porque a função ainda não está finalizada.

Também estamos trabalhando para aumentar a lista de colégios e universidades cadastradas em nosso banco de dados. Dessa forma, a cada vez que um novo usuário fizer o cadastro no site, ele irá encontrar a sua faculdade ou colégio lá, e a partir daí poderá encontrar novos amigos.

Além disso, estamos trabalhando para estabelecer novas parcerias. Como as pessoas podem notar, o Facebook tem deixado de ser um site .com para se tornar uma plataforma na web. Dessa forma, estamos focados em estabelecer parcerias com grandes veículos do Brasil, como UOL, Terra, Veja etc., para que eles incorporem nossos plug-ins em suas páginas e ampliem a experiência social.

No mês passado, o Facebook superou o Orkut em número de usuários na Índia. O que isso significa?

Muitas pessoas têm me perguntado isso recentemente. Nós ainda não temos esse número oficialmente, apenas baseado em dados de consultorias. O que posso dizer é que nós somos concorrentes, mas não somos competidores. Estamos focados em nosso produto e em torná-lo o melhor possível para todos os usuários. Se você tem um produto legal, as pessoas vêm e o usam. Alguns de nossos novos projetos devem ser lançados também na Índia.

Você acredita que experiência indiana pode ser repetida no Brasil?

Não tenho dúvidas que sim. Se analisarmos o padrão de crescimento do Brasil que dobra e se multiplica, devemos continuar a crescer exponencialmente por aqui. Facebook e Orkut não possuem a mesma funcionalidade, é algo diferenciado. Se as pessoas provam e gostam, elas recomendam para outros amigos. Posso citar o sistema de feeds do Facebook como exemplo. Hoje, ele é bastante comum, mas se você olhar para 2006, somente pessoas familiarizadas com tecnologia podiam compreender e gostar daquilo. Acredito que nós podemos desenvolver novos mecanismos de comunicação tão eficientes como esse.

Como o Places, por exemplo? Quando ele deve chegar ao Brasil?

Ainda não posso afirmar, mas assim que tivermos o serviço funcionando bem, com as opções de privacidade ajustadas de acordo com as preferências dos usuários, além de acertarmos as parceiras locais de infraestrutura, acredito que possamos lançar. Mas mantemos a cautela, por enquanto. (continua)

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