Uma fabricante britânica de células de combustível, a primeira a aplicar o poder do hidrogênio aos táxis pretos característicos de Londres, disse que está trabalhando em um sistema que permitiria que os usuários carregassem o telefone celular apenas uma vez por semana.

A Intelligent Energy Holdings disse que uma fabricante emergente de smartphones fornecerá 5,25 milhões de libras (US$ 7,6 milhões) para desenvolver uma célula de combustível suficientemente pequena para ser embutida em telefones celulares.

A tecnologia transforma hidrogênio em eletricidade, deixando apenas vapor d'água como subproduto. Ela está se espalhando rapidamente em uma escala maior para impulsionar os geradores de energia comerciais usados por empresas como a rede loja de móveis Ikea e o banco de investimento Morgan Stanley para reduzir as emissões e garantir o fornecimento de eletricidade.

“Incorporar a tecnologia de células de combustível em dispositivos portáteis oferece uma solução para o dilema atual da duração da bateria”, disse Julian Hughes, diretor-gerente interino da divisão de eletrônicos de consumo da Intelligent Energy, em um comunicado. “Os consumidores exigem cada vez mais de seus telefones e a inovação das baterias não acompanhou o ritmo”.

Um telefone alimentado por célula de combustível poderá chegar ao mercado em dois anos se a parceria sair conforme o planejado, disse Henri Winand, diretor-executivo da Intelligent Energy, em entrevista.

“A novidade é uma bateria que dura sete dias e nós achamos que ela terá apelo para todos. Não será apenas para exploradores intrépidos”, disse Winand.

A Intelligent Energy, com sede em Loughborough, região central da Inglaterra, pesquisa tecnologias de energia há mais de 25 anos e tem mais de 1.000 patentes. Além de trabalhar em táxis de emissão zero, a empresa também trabalhou com a Boeing na primeira aeronave tripulada movida por células de combustível.

O contrato com a fabricante de smartphones não revelada permitirá que a Intelligent Energy desenvolva melhor um protótipo de telefone com célula de combustível anunciado no ano passado. A empresa diz que o aparelho é mais adequado para pessoas que não possuem acesso a uma rede de energia, como grandes regiões da África.

A Intelligent Energy se expandiu além do transporte movido a hidrogênio para desenvolver sistemas estacionários de back-up para abastecer com energia torres de telecomunicações na Índia e, no mês passado, assinou uma carta de intenções para desenvolver drones movidos a hidrogênio.

“O que oferecemos é uma solução ecológica e eficiente, o que significa que os consumidores poderiam realmente vivenciar a mobilidade, livrando-se das amarras da rede elétrica”, disse Hughes.

Tópicos: Inovação, Smartphones, Indústria eletroeletrônica