Aguarde...
ComércioCofre inteligente conta o dinheiro e rejeita notas falsas
Gadget Google divulga vídeo produzido com seu 'óculos do futuro'
EspaçoArmstrong, primeiro homem na Lua, concede entrevista rara
InternetFacebook poderá ter seu próprio browser
ChromeApp facilita leitura no escuro
InternetBlogueiros defendem controle social da mídia
Em um anoLeitura de emails em dispositivos móveis cresce 82,4%
EspaçoCápsula privada Dragon se acopla à Estação Espacial
XperiaSony lança seus smartphones mais avançados no Brasil
MalwareGoogle alerta sobre malware que pode deixar milhares sem internet
Incentivo será feito em troca de uma contribuição de 2,5% do faturamento das empresas de software
Rio de Janeiro - As empresas de tecnologia da informação comemoraram hoje a inclusão do setor entre os que terão alíquota zero de INSS em troca de uma contribuição de 2,5% do faturamento. O segmento de software é muito intensivo em mão de obra e, embora viva um bom momento, tem sofrido com o câmbio para exportar.
"Ainda não sabemos como serão as regras, mas na pior das hipóteses calculamos que a desoneração com taxação do faturamento vai nos proporcionar pelo menos uma queda de 25% nos custos", afirmou Rodrigo Abilheira, diretor financeiro da Gonow Tecnologia que desenvolve softwares para grandes empresas desde 2006 e emprega 100 pessoas em São Paulo. O executivo conta que mantém uma unidade no Chile, onde os encargos de 15 funcionários não chegam a 25%. No Brasil, calcula, são 70%.
Cleber Morais, presidente da Bematech, diz que a desoneração da folha é um bom primeiro passo para incentivar um dos setores que, embora se mantenha ainda competitivo, já sofre com as desvantagens do câmbio e do custo do trabalho. Ele ainda faz as contas sobre o impacto da medida na empresa, mas diz que aumentam os incentivos para investir mais no desenvolvimento de softwares.
"O investimento para produzir software é basicamente em pessoas. A redução desse custo incentiva a investir mais e ajuda a ganhar mercado, inclusive transferindo para o usuário final", diz Morais, que ainda espera mais. "Vejo com bons olhos esse primeiro passo, mas é preciso dar outros, como a lei de patentes e a educação, que é o que vai fazer o Brasil dar o grande salto."
Laércio Cosentino, presidente da gigante de software Totvs, diz que a desoneração vai beneficiar o País ao incentivar um setor que gera empregos de alto valor. A empresa, líder do setor na América Latina, tem mais de 5 mil funcionários. Para Cosentino, a medida ajudará a formalização do emprego no setor, que tem muitos talentos trabalhando como pessoa jurídica para poder ganhar mais.
"Foi um passo importante que veio num bom momento. O Brasil tem a maior carga trabalhista do mundo. A taxação do faturamento distribui mais esse peso, pois vale para quem importa e para quem produz aqui. Pode ser que o governo arrecade mais com mais gente pagando imposto", avaliou Cosentino.
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação